Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de abril de 2019
O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta segunda-feira (08) a possibilidade de se candidatar à reeleição em 2022. Bolsonaro, no entanto, condicionou uma eventual candidatura à aprovação de uma reforma política para reduzir o tamanho da Câmara e do Senado. Ele ponderou também que apenas será candidato se o seu estado de saúde mantiver o quadro de evolução.
O presidente passou por uma cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal após ser esfaqueado na barriga, em setembro de 2018, durante um ato de campanha. “A pressão está muito grande para que se eu estiver bem, que me candidate à reeleição”, disse o militar em entrevista no Palácio do Planalto.
Bolsonaro prometeu que, caso seja candidato, fará diferente de outros políticos brasileiros, cuja reeleição, segundo ele, acaba se tornando uma espécie de “desgraça”, e que só se torna possível por meio de “acordos espúrios que levam a escândalos de corrupção”.
Ao fazer essa menção, Bolsonaro disse estar se referindo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não quero jogar dominó com ninguém em Curitiba”, provocou o presidente, em uma referência à sede da Polícia Federal, onde Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão após a condenação no caso do triplex em Guarujá (SP).
Bolsonaro reconheceu que a proposta de reforma da Previdência é impopular e afirmou que não teme que o projeto cause qualquer empecilho a uma eventual candidatura: “Se eu pensasse em reeleição faria uma reforma light, ou não faria. Mas [a sua eventual candidatura] poderia não sobreviver em 2022”.
Reforma
Bolsonaro afirmou que a aprovação da reforma da Previdência agora “depende de outro poder”, o Legislativo, mas frisou que o Executivo “tem feitos gestões”, já que tem uma bancada de deputados grande.
“A proposta mais importante vem da economia, do ministro Paulo Guedes. A reforma depende agora de outro Poder”, disse o presidente. Ele frisou que a aprovação do projeto seria positivo para o mercado financeiro e para aumentar a confiança dos investidores.
O presidente afirmou que a aprovação da proposta não será fácil em razão da oposição que, em suas palavras, “torce pelo pior”. Contudo, ele disse que até mesmo o PT torce pela aprovação da proposta, embora não queira o desgaste político que o projeto acarreta.
“O pessoal do PT está torcendo para aprovar a Previdência sem o voto deles. Os governadores deles também precisam. Eu conversei com o governador do Ceará”, disse o presidente.
Bolsonaro também foi questionado sobre polêmicas que ocorreram após postagens dele e dos seus filhos no Twitter. Ele disse que não se arrepende e afirmou que o vereador Carlos Bolsonaro é quem o auxilia na coordenação dos trabalhos. O presidente declarou que a rede social não toma mais de meia hora do seu dia e negou que as postagens de Carlos atrapalhem o governo.
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