Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral A primeira condenação criminal de Donald Trump também pode ser a última

Compartilhe esta notícia:

Em um primeiro momento, Trump, de 78 anos, disse que não debateria com Kamala. (Foto: Reprodução)

A história lembrará que o promotor de Nova York conseguiu algo em que todos os seus colegas falharam: condenar criminalmente o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. No entanto, este caso corre o risco de ser o único contra o ex-presidente americano que a justiça decidirá antes das eleições de novembro.

O promotor encarregado do caso, Alvin Bragg, de 50 anos, deu uma declaração modesta na última quinta-feira à tarde, após o veredicto.

“Eu fiz meu trabalho. Nós fizemos nosso trabalho”, comentou seriamente. “A única voz que importa é a do júri, e o júri falou”, declarou, destacando a decisão unânime dos 12 jurados de declarar Trump “culpado de 34 acusações de falsificação contábil agravada para ocultar uma conspiração destinada a perverter as eleições de 2016”.

O juiz Juan Merchán marcou a sentença para 11 de julho. Em abril de 2023, Bragg se tornou o primeiro promotor a processar criminalmente um ex-presidente americano.

Na época, a maioria dos comentaristas jurídicos o criticou, entre outras coisas, pela banalidade do caso em comparação com outras investigações contra Trump.

Mas Bragg se vingou.

“Há um ano, a maioria das pessoas como eu teria dito que este era o caso com menor probabilidade de ir a julgamento, que provavelmente era o menos importante”, disse o ex-promotor federal Randall Eliason, professor de direito penal da Universidade George Washington.

Especialmente porque Bragg não é caracterizado pela solenidade austera do promotor especial Jack Smith nem pelo senso de humor da promotora Fani Willis.

Smith está encarregado do processo federal contra o ex-presidente republicano por tentativas ilegais de reverter os resultados das eleições de 2020 e pelo manuseio indevido de documentos confidenciais após deixar a Casa Branca.

Já Willis lidera a acusação contra Trump e outras 14 pessoas no estado-chave da Geórgia (sudeste) por supostos atos de interferência eleitoral em 2020.

Estes últimos casos são muito mais graves do que o de Nova York, pois Trump não era apenas um simples candidato, mas sim um presidente em exercício ou um ex-presidente.

Mas foram justamente estas condições que atrasaram os processos judiciais, explicou Randall Eliason.

O de Nova York era um caso “muito mais simples, o que permitiu avançar mais rapidamente, já que não envolvia muitas questões constitucionais difíceis”, acrescentou o especialista.

“Não é que tenha ocorrido tão rápido, mas os outros três ficaram paralisados por diferentes motivos”, concluiu.

Por meio de recursos, os advogados do candidato republicano para as eleições de 5 de novembro contra seu sucessor democrata, Joe Biden, conseguiram adiar indefinidamente os outros três julgamentos.

“O mais importante seria o relativo à interferência eleitoral” a nível federal, destacou em seu blog o especialista em direito eleitoral Richard Hasen, qualificando o procedimento em Nova York como um “caso relativamente menor”.

No entanto, o julgamento federal “tem muito poucas possibilidades de ocorrer antes das eleições, enquanto a Suprema Corte demora a se pronunciar sobre o recurso de imunidade” de Trump, lamentou.

Este procedimento está suspenso até que a Suprema Corte, de maioria conservadora, se manifeste sobre a imunidade penal que Trump alega ter como ex-presidente.

Não se espera que o mais alto tribunal do país se pronuncie antes de junho ou mesmo julho.

Em abril, os nove juízes se mostraram relutantes em aceitar os argumentos a favor da imunidade penal absoluta para um ex-presidente, mas a data e o texto de sua decisão poderiam comprometer definitivamente a realização do julgamento antes das eleições.

Se for reeleito, Trump poderia, uma vez empossado, em janeiro de 2025, ordenar a suspensão dos processos federais contra ele. As informações são da agência de notícias AFP.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Derrotas seguidas no Congresso expõem falhas na articulação do governo Lula
Pai da família brasileira ferida em bombardeio no Líbano pede ajuda do Brasil para resgate
Pode te interessar