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Brasil Procuradoria-Geral da República desmente notícia que associa o presidente do Supremo à Odebrecht

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Texto publicado pela revista Crusoé e reverberado pelo site O Antagonista, refere-se a troca de mensagens entre executivos da Odebrecht. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A PGR (Procuradoria-Geral da República) refutou, na última sexta-feira (12), a versão de que tenha recebido de Curitiba (PR) uma declaração de Marcelo Odebrecht dizendo que, na empresa, o apelido do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, quando advogado-geral da União, era “amigo do amigo de meu pai”.

Texto publicado pela revista Crusoé e reverberado pelo site O Antagonista, refere-se a troca de mensagens entre executivos da Odebrecht. Nos diálogos aludidos, de forma cifrada, uma pessoa pergunta a outra se Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, falou ou falaria com o tal “amigo do amigo”. Em outro trecho o contato é descrito como “negociação”. O texto não informa se alguém falou, nem o que falou.

Para o ministro Gilmar Mendes, “a imprensa tem praticado esse tipo truque de prestidigitação: criar fatos inexistentes a partir de insinuações fantasiosas e apresentá-las como verdades absolutas”. O ministro disse lamentar a tentativa de insuflar incautos contra o STF, “simplesmente pelo fato de o tribunal resistir às investidas populistas e demagógicas que nada têm a ver com o Direito”.

Apesar do desmentido, contudo, ministros do Supremo e STJ (Superior Tribunal de Justiça) acreditam serem perfeitamente possíveis depoimentos desconectados da realidade, como esse — já que se tornou prática comum extorquir delações, ou seja, forçar falsas acusações de réus condenados a longas penas. O objetivo, como pontuou Gilmar Mendes, é emparedar os ministros que podem anular decisões ilegais da primeira instância.

Mesmo com a nota da PGR, o Antagonista mantém a informação publicada.

Nota da PGR na íntegra:

“Ao contrário do que afirma o site O Antagonista, a Procuradoria-Geral da República não recebeu nem da força-tarefa lava jato no Paraná e nem do delegado que preside o inquérito 1365/2015 qualquer informação que teria sido entregue pelo colaborador Marcelo Odebrecht em que ele afirma que a descrição “amigo do amigo de meu pai” refere-se ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.” (Conjur)

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