Quinta-feira, 18 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A produção de carros no País tem recuo em setembro, aponta a associação das montadoras

Compartilhe esta notícia:

No total, são 621 itens retidos administrativamente e não reclamados pelos proprietários. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A produção de veículos comerciais e leves recuou 8,3% em setembro ante o mês anterior, informou a Anfavea (associação das montadoras) nesta segunda-feira (7). Foram fabricados 22,5 mil carros a menos, de acordo com os dados da entidade. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Aureliano Santana, diretor-executivo da Anfavea, atribuiu o recuo ao fato de o mês ter um dia a menos e também pela fraqueza persistente das vendas para o mercado argentino.

“A Argentina já foi [destino de] 73% da nossa exportação, agora é pouco acima de 50%. Então é um impacto forte.”

Não à toa, as exportações se mantiveram no vermelho em todos os recortes que a associação fez.

Entre agosto e setembro, o recuo fechou em 0,2%, enquanto entre setembro de 2018 e o mesmo mês de 2019, a retração foi de 7,1%. No acumulado, o cenário é pior, com um tombo de 35,6% ou 186 mil carros a menos no comércio para outros países.

O forte impacto das vendas menores para o mercado vizinho fez com que a entidade revisasse suas projeções para este ano.

No caso da produção, a expectativa em janeiro era que o setor avançasse 9%, e agora a previsão é um crescimento de 2%. Já a exportação, que bateu 629 mil veículos em 2018, deve fechar neste ano com 420 mil, em uma queda de 33%.

A crise econômica na Argentina começou a se agravar no fim do primeiro semestre de 2018, quando o dólar arrancou em disparada —em um ano, quase duplicou seu valor frente ao peso.

O governo, que já estava endividado, teve de acudir a uma linha de crédito do FMI (Fundo Monetário Internacional), que pediu uma política de austeridade mais dura em contrapartida.

Além deste cenário, a possível volta de um governo kirchnerista, como indicado nas primárias presidenciais, pode ressuscitar o protecionismo característico dos peronistas, dificultando ainda mais as vendas brasileiras para o país vizinho.

Para o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, independente do cenário político, o acordo fechado entre os dois países no começo de setembro, sobre um aumento gradativo no comércio de veículos e peças até 2029, dá uma previsibilidade ao setor.

Na sua avaliação, o que preocupa mais é como o novo governante do país vizinho vai cuidar da situação econômica.

“Vamos esperar o novo governo para ver qual vai ser a solução de estímulo econômico porque eles estão com uma taxa de juros e uma inflação muito altas. Eles têm dificuldade de divisas, por isso eles criaram esse controle, o que nos afeta também. Então em 2019 não vai mudar, e 2020 vai ser ano de transição”, afirmou.

Apesar deste quadro, Moraes disse não enxergar resultados mais negativos nas vendas para o país vizinho.

“Não imagino que seja pior que esse ano. O que estamos discutindo agora é quando a Argentina volta a se recuperar. Esperamos que pelo menos em 2021 voltemos a ter um mercado que contribua para o crescimento da indústria brasileira.”

Apesar de o mercado externo ter amargado o desempenho da produção do setor, o acumulado de janeiro a setembro, na relação com o mesmo período de 2018, se manteve em alta de 2,9%.

Além disso, na comparação entre setembro deste ano e de 2018, houve um crescimento da produção de 10,9%.

Já o número de pessoas trabalhando no setor vive certa estabilidade na comparação mês a mês, com 127,9 mil empregados em setembro, contra 128,1 mil em agosto. Na comparação, anual, no entanto, a diferença é maior, de 3,4% ou 4,5 mil pessoas a menos em setembro deste ano.​

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Manchas de óleo atingem todos os Estados do Nordeste
Marcelo Odebrecht confirma acerto em favor de Lula para financiamento do BNDES em Angola
Pode te interessar