Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de maio de 2019
A produção de veículos em abril praticamente repetiu os resultados do mesmo mês de 2018, com a fabricação de 267,5 mil unidades. Segundo o balanço divulgado nesta terça-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o número representa uma elevação de 0,5% em comparação a abril de 2018. Nos primeiros quatro meses do ano foram produzidos 965,4 mil veículos, uma retração de 0,1% em relação aos 965,9 mil fabricados de janeiro a abril do ano passado. As informações são da Agência Brasil e do portal de notícias G1.
Vendas
As vendas tiveram alta de 6,7% em abril na comparação com o mesmo mês de 2018, com a comercialização de 231,9 mil veículos. No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, os emplacamentos de novas unidades totalizaram 839,5 mil, uma alta de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação a março, houve alta de 10,9%.
Exportações
As exportações registram queda de 45% no acumulado de janeiro a abril, com a comercialização de 139,5 mil unidades no mercado externo. No mesmo período do ano passado as vendas para o exterior totalizaram 253,4 mil veículos. Em abril a retração ficou em 52,3% em comparação com o mesmo mês do ano passado, com a exportação de 34,9 mil veículos.
A redução das vendas para o exterior é reflexo da crise na Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil no setor, segundo a Anfavea. “As montadoras estão tentando buscar outros mercados para compensar a perda nas exportações para a Argentina”, disse o presidente da associação, Luiz Carlos Moraes. Segundo ele, a expectativa é de produzir 500 mil veículos para exportação nente ano.
Emprego
Com os resultados, as fabricantes criaram 174 vagas de emprego em abril. Em 12 meses, o saldo é negativo, com o fechamento de 1.595 postos de trabalho. No fim de abril, o setor contava com 130.154 funcionários, retração de 1,2% em relação a igual mês do ano passado.
Caminhões
A produção de caminhões subiu em abril para 9.412 unidades, contra 9.095 um ano antes, aumento de 3,5%. No acumulado do ano, houve alta de 1,9%, de 33.529 para 34.173 unidades.
O segmento vem se recuperando gradualmente após despencar na crise. A própria Anfavea aponta que os números representam uma recuperação, uma vez que a base anterior era baixa.
Competitividade
A Anfavea divulgou estudo comparativo da competitividade dos mercados automotivos do Brasil e México produzido pela consultoria PwC Brasil. A pesquisa concluiu que um veículo produzido no mercado mexicano é mais competitivo que um produto nacional. Produzir um carro no México custa 18 pontos porcentuais a menos que no Brasil, sendo as principais diferenças em materiais e logística. Aplicando-se os impostos de cada país, a diferença final de custo pode chegar a 44%, dependendo do tipo de veículo.
“Os resultados apresentados neste levantamento nos indicam a necessidade extrema de atacarmos pontos que reduzam o Custo Brasil e melhorem a nossa competitividade. Medidas que estimulem o comércio exterior, melhorem a logística de distribuição e reduzam a carga tributária são urgentes para conferir uma nova dinâmica para os negócios brasileiros em diversos segmentos da economia, não somente o automotivo”, afirma Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, destacando ainda que o mais emergencial é aprovar as reformas previdenciária e tributária.
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