Terça-feira, 07 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de novembro de 2018
A produção industrial brasileira caiu 1,8% em setembro em relação ao mês anterior, informou nesta quinta-feira (01) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da terceira queda mensal seguida do setor, que acumulou nesse período redução de 2,7%.
De acordo com André Macedo, gerente da pesquisa, essa foi também a queda mais acentuada para o mês de setembro, na comparação com o mês imediatamente anterior, desde 2015 (2,2%). Na comparação com setembro do ano passado, a indústria caiu 2%, primeiro resultado negativo nessa base comparação, após três altas consecutivas.
Perda de ritmo no ano
No acumulado do ano e em 12 meses, a produção continua registrando alta, de 1,9% e de 2,7%, respectivamente. Entretanto, houve perda de ritmo frente aos meses anteriores. O IBGE revisou os dados da indústria dos últimos meses. Em agosto, a queda foi de 0,7%, ao invés do recuo de 0,3% anunciado anteriormente. Já o resultado de julho foi revisado para uma queda de 0,2%, ante recuo de 0,1% estimado inicialmente.
16 dos 26 ramos industriais recuaram
O recuo de 1,8% da indústria na passagem de agosto para setembro de 2018 mostrou taxas negativas nas quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 26 ramos pesquisados. Entre as atividades, as influências negativas mais relevantes foram em veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,1%), máquinas e equipamentos (-10,3%) e bebidas (-9,6%).
Com esses resultados, o primeiro setor voltou a recuar, após avançar 2,2% no mês anterior; o segundo interrompeu três meses seguidos de crescimento, período em que cresceu 10,3%; e o último recuou pelo terceiro mês consecutivo e acumulou perda de 19,2% no período.
Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram de produtos alimentícios (-1,3%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,5%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,7%), de outros produtos químicos (-1,6%) e de celulose, papel e produtos de papel (-2,4%).
Por outro lado, entre os nove ramos que ampliaram a produção nesse mês, o mais relevante para a média global foi assinalado por metalurgia, que avançou 5,4%, após mostrar variação negativa de 0,2% em agosto.
Entre as grandes categorias, ainda em relação a agosto, bens de consumo duráveis, ao recuar 5,5%, teve a queda mais acentuada em setembro de 2018, influenciada, em grande parte, pela menor produção de automóveis. Esse segmento manteve-se predominantemente em queda e acumulou perda de -6,4% desde julho. Os setores de bens de capital (-1,3%), bens intermediários (-1%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,7%) também recuaram, embora menos intensamente do que a média nacional (-1,8%).
Com esses resultados, o primeiro setor eliminou parte da alta de 5,5% verificada no mês anterior; o segundo acumulou redução de 3,4% em dois meses consecutivos de queda; e o último teve o terceiro resultado negativo seguido, acumulando queda de -2,2% no período.
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