Terça-feira, 06 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral A professora que desarmou o esfaqueador em escola de São Paulo

Compartilhe esta notícia:

Cinthia Barbosa conta que agiu intuitivamente quando tentou dominar o agressor. (Foto: Reprodução)

Responsável por parar o agressor e evitar uma tragédia ainda maior em uma escola na Vila Sônia, na zona oeste de São Paulo, a professora de Educação Física Cinthia Barbosa, de 37 anos, é ex-jogadora profissional de basquete e já deu aula na Fundação Casa, justamente para onde o adolescente foi encaminhado após o atentado.

Na última segunda-feira (27), uma professora foi morta e outras quatro pessoas feridas durante a ocorrência.

Docente na Escola Estadual Thomazia Montoro há pouco mais de dois anos, Cinthia conta que agiu intuitivamente quando tentou dominar o agressor.

“Foi um instinto, não esperava isso (o ataque) em uma escola”, diz Cinthia, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Imagens de câmeras de segurança da escola mostram a professora imobilizando o aluno, de 13 anos, com um “mata-leão”, e impossibilitando que ele continuasse a desferir golpes na professora Ana Célia Rosa, uma das quatro pessoas que ficaram feridas – uma outra docente, de 71 anos, não resistiu. Enquanto isso, a coordenadora pedagógica Sandra Mendes retirou a faca da mão do aluno.

Cinthia conta que chegou por volta de 6h50min na escola naquela segunda-feira, 27, o dia do atentado. Após pegar o material na sala administrativa, foi ministrar uma aula para o 7º ano. Pouco depois, começou a ouvir um barulho alto vindo de fora. “Até pensei que fosse a dinâmica que algum professor estivesse utilizando, porque às vezes a gente faz rodas de conversa entre alunos e afasta as carteiras”, diz. “Mas o barulho não cessava, não passava, estava continuando.”

A professora diz que havia uma adulta na sala, que estava acompanhando uma estudante por um período. “Eu pedi para que ela ficasse, por favor, com meus alunos enquanto eu iria ver o que estava acontecendo”, relembra. “Quando eu vi os alunos correndo lá fora e tudo mais, falei para ela: ‘A senhora deixa a porta fechada e só abre na hora que eu bater’.”

Cinthia, então, foi correndo em direção às escadas, divididas em dois lances. A professora explica que a escola tem dez salas de aula: cinco no andar de baixo, onde ela estava dando aula, e a mesma quantidade em cima, de onde vinham os gritos. “Subi o primeiro lance, os alunos estavam descendo correndo, e subi o segundo, aí encontrei meus colegas de trabalho”, disse. “Eles falaram que tinha alguém armado, eu lembro que perguntei o que era, se faca ou outra arma, mas não souberam dizer.”

A professora diz que hesitou por alguns segundos, mas que ainda assim decidiu ir para onde tinham indicado que estava ocorrendo os ataques: na terceira sala do corredor. Segundo a polícia, o atentado teve início por lá – onde a professora Elisabeth Tenreiro foi assassinada –, depois o agressor teria se dirigido para uma segunda sala e, na sequência, voltado para o local onde tinha começado.

Fui lá e, quando olhei de frente, vi a professora Elisabeth deitada no chão. E a Ana Célia estava com ele, ele estava segurando a Ana Célia e esfaqueando a professora”, disse Cinthia. “Eu tentei parar ele, fui por trás e segurei ele. E minha coordenadora, Sandra Mendes, já entrou na sequência. Falei para ela: ‘Tira a faca, tira a faca, tira a faca’. Ela tirou a faca dele e abaixou a máscara. Retirou a touca e viu que era nosso aluno.”

Essas imagens foram capturadas por câmeras de segurança da escola. Cinthia conta que, na sequência, ela e o aluno se desequilibraram e caíram no chão, mas a professora continuou o imobilizando. “Perguntei para ele: ‘Você tem mais alguma coisa? Está com mais alguma arma?’. Ele falou não. Perguntei se estava sozinho, ele disse que sim. Aí já levantei e levei ele lá para fora para a gente descer para a sala da direção da escola.”

A professora disse ter mantido o aluno por lá até a chegada da Polícia Militar, minutos depois. Nesse meio tempo, Cinthia diz que o aluno pouco se expressou. “Eu lembro que algumas coisas ele até falou, que queria vingança por causa de bullying, ele falava que já queria fazer isso por algum problema com a família, alguma coisa assim ele falou”, afirmou. Conforme o delegado Marcos Vinicius Reis, que cuida do caso, o adolescente disse, em depoimento, que o ataque teria sido motivado por bullying. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Saiba o que significa arcabouço fiscal e como pode afetar a sua vida
Uma em cada sete mulheres já fez aborto no Brasil
Pode te interessar