Segunda-feira, 13 de Julho de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
12°
Fog

Brasil A proposta de reforma da Previdência passará por especialistas antes de ir ao Congresso Nacional

Compartilhe esta notícia:

A ideia é fechar um texto que atenda as necessidades econômicas e, ao mesmo tempo, seja viável politicamente. (Foto: Agência Brasil)

A proposta de reforma da Previdência do novo governo será apresentada a especialistas, antes de ser encaminhada ao Congresso Nacional. A ideia é fechar um texto que atenda as necessidades econômicas e, ao mesmo tempo, seja viável politicamente, contou o economista Paulo Tafner, que foi convidado a participar do grupo consultivo. Também farão parte da equipe o ex-presidente do Banco Central (BC) Arminio Fraga, os economistas Fábio Giambiagi, José Márcio Camargo e Aloisio Araújo, além de Solange Vieira, que foi secretária de Previdência no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Outros nomes devem ser acrescentados ao conselho. As informações são do jornal O Globo.

Além de pontos considerados consenso na reforma, como idade mínima, mudança no cálculo do benefício e combate a privilégios no setor público, os especialistas devem opinar sobre aspectos mais polêmicos, como, por exemplo, a criação de um regime de capitalização. Segundo técnicos da equipe de transição, assim que proposta for ganhando forma, a estratégia do novo governo é afinar o discurso para vencer as dificuldades políticas e facilitar a comunicação sobre as mudanças no regime de aposentadoria para a sociedade e o Congresso.

A estratégia do presidente eleito, Jair Bolsonaro, é diferente da adotada pelo presidente Michel Temer, que elaborou e enviou a proposta de emenda constitucional ao Congresso sem ouvir quem está militando no tema há muito tempo, destacou um interlocutor da equipe do presidente eleito. De acordo com o cronograma de trabalho, as reuniões deverão ocorrer ao longo de janeiro.

Primeiro escalão

Todas as categorias vão ter que ceder na reforma da Previdência do futuro governo de Jair Bolsonaro, o que inclui os militares, e quem afirma isso não é um membro da equipe econômica, mas um dos generais da reserva que compõem o primeiro escalão, o futuro ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, um dos nomes mais próximos hoje do presidente eleito.

“Têm categorias que precisam ceder alguma coisa, caso do Judiciário, do Ministério Público, de todo o funcionalismo público. E aí entram os militares no meio. A idade de aposentadoria, por exemplo, tem que ser mexida”, defendeu Santos Cruz em uma entrevista à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília, onde se reúne a equipe de transição.

“Acho que vão ter que mexer na idade de aposentadoria. Eu estou com 66 anos e estou trabalhando normalmente. Acho que o pessoal se aposenta muito cedo em algumas carreiras. E não é só na área militar, têm várias carreiras que o pessoal se aposenta com 40 e poucos, 50 anos. Isso é inadmissível no mundo de hoje.”

Durante a campanha, Bolsonaro negava que os militares pudessem ser atingidos por uma reforma. No entanto, a realidade de que a categoria é responsável por quase metade do déficit da Previdência pública levou a equipe econômica a tentar convencer o presidente eleito que terá de haver mudanças de alguma forma.

Recentemente, o presidente eleito admitiu, em uma entrevista, que poderá haver uma idade mínima, mas não a mesma dos demais trabalhadores, que deverá ser de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

A força-tarefa da Operação Lava-Jato denunciou 42 pessoas acusadas de desvios na construção da sede da Petrobras em Salvador
As dívidas das famílias travam o consumo e tiram 30 bilhões de reais da economia do País
Deixe seu comentário
Pode te interessar