Sábado, 21 de março de 2026
Por Luís Eduardo Souza Fraga | 19 de março de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
As Revoluções Industriais trouxeram ao mundo um arcabouço de possibilidades de produção e tecnologia jamais vista até então, teve seu início na Inglaterra, a partir 1760, abrindo caminho para o que viria na sequência.
A fabricação de produtos migrou da produção artesanal para a mecanização e o surgimento das grandes fábricas, usando inicialmente como matéria-prima o ferro e como combustíveis o carvão e o vapor.
A atual geração está vivenciando uma outra importante revolução industrial, denominada de: “Quarta Revolução Industrial”, também conhecida como “Revolução Digital”.
Esta é uma revolução diferente das outras, principalmente da primeira, que deu início a industrialização no mundo e criou as bases para as linhas de produção que existem hoje nas indústrias e propiciou a criação e produção de uma gama de produtos, que mudou a vida das cidades e das pessoas.
Ao longo dos tempos surgiram as gráficas e suas máquinas capazes de produzir impressos em grande quantidade, como: livros, revistas, jornais, panfletos, entre outros. O que contribuiu para democratizar a informação e o conhecimento, mas como sabemos toda essa produção tem um alto custo, que na maioria das vezes exclui uma boa quantidade de autores do acesso à publicação.
Produzir e, principalmente publicar, ainda é muito caro aqui no Brasil, imaginem quantos livros, artigos, poesias, pesquisas e demais materiais, fruto de produção intelectual, ficaram presos e esquecidos nos, “sepulcro das gavetas”.
A Revolução Digital vem no sentido contrário, democratizando a produção intelectual e sua publicação, assim, ficou mais fácil para os autores colocarem a público suas obras, além de poder ter acesso a interatividade com seus leitores, coisa que com o material físico isso não acontecia.
Também a possibilidade da gravação em vídeos, tais como: aulas, palestras, viagens, cursos ou simples esclarecimentos e opiniões sobre temas que interessam a seus seguidores de suas redes sociais. São ferramentas fantásticas, dessa não menos fantástica, “Revolução Digital”.
Dessas importantes ferramentas digitais podemos citar: páginas profissionais no facebook, instagram, blogs, jornais, sites e canais de comunicação do youtube, onde a publicação de materiais, a interatividade e o feedback com o leitor ou seguidor, se faz possível.
Além disso, outra grande ferramenta é o e-book ou livro digital, que também é uma importante alternativa para o leitor, pois muitos estão na internet é só baixar em seus computadores, tablets e celulares, com custos baixos ou sem custos e, assim, acessíveis, democratizando as mais variadas obras aos leitores e possibilitando aos autores publicarem com menor custo, atingindo um número incalculável de leitores e internautas da grande rede.
A “Revolução Digital” não irá “sepultar” os livros e os jornais, pois o prazer de manuseá-los é único, mas por certo, chegou para proporcionar a possibilidade de autores colocarem a público suas obras, democratizando o acesso a leitura e ao conhecimento, evitando assim que sejam “sepultados nas gavetas”, como em outrora acontecia.
Como autor tenho um livro publicado, outro está a caminho, mas também faço parte desse grupo de autores digitais da internet.
Ler muda o mundo! Seja com um livro nas mãos ou nas telas digitais!
* Prof. Luís Eduardo Souza Fraga – historiador e escritor (fragaluiseduardo@gmail.com)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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