Sábado, 03 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A recuperação da indústria do aço é sustentável, disse o presidente Michel Temer

Compartilhe esta notícia:

Temer participou do Congresso Aço Brasil 2018. (Foto: Cesar Itiberê /PR)

O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira (21) que a indústria siderúrgica se recuperou, de forma sustentável, da crise enfrentada em 2016, em discurso a empresários do setor durante o Congresso Aço Brasil, na capital paulista.

“Sabíamos que a siderurgia brasileira vivia momento crítico, preocupante. Reconheço que, o ano passado, ou 2016, mais apropriadamente, foi um dos mais difíceis para a nossa indústria. Juntos, revertemos esse quadro a partir de agosto de 2017, quando a produção do aço já apresentava crescimento em relação ao ano anterior”, disse.

De acordo com o Instituto Aço Brasil, a produção de julho apresentou alta de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. No mês passado, as vendas tiveram alta de 13% sobre julho de 2017. “Alguns diziam que a recuperação não seria sustentável. Hoje, um ano depois, temos a segurança de afirmar que ela é sólida e veio para ficar”, afirmou Temer.

No acumulado de janeiro a junho deste ano, a produção do aço cresceu 3,4% na comparação com o mesmo período em 2017. Os números são considerados positivos pela entidade, tendo em vista os efeitos da greve dos caminhoneiros.

Estados Unidos

O presidente criticou o protecionismo dos Estados Unidos ao sobretaxar o aço importado, mas avaliou que o Brasil se saiu bem nas negociações com os norte-americanos. O Brasil não foi taxado com novas tarifas, mas submetido a cotas baseadas na média de volume exportado em três anos.

“Quando os Estados Unidos sobretaxaram o aço, tivemos muitas reuniões, que o Itamaraty providenciou. Conseguimos reduzir o gesto inicial do presidente dos Estados Unidos [Donald Trump] que onerava enormemente a nossa indústria. Hoje, estamos em um passo razoável em relação a essas exportações. Encontramos soluções para as dificuldades do setor siderúrgico”, disse o presidente.

O ministro de Indústria, Comércio Exterior e Serviço, Marcos Jorge, também presente no evento, avaliou que o Brasil sofreu o menor prejuízo entre os países exportadores de aço, obtendo benefícios melhores, inclusive, que o México que integra o Nafta, tratado norte-americano de livre comércio. “Foi o acordo menos danoso, mas que não nos atende na plenitude”, disse.

O ministro defende a abertura comercial entre os países, porém com regra de transição gradual e com condições no ambiente de negócio para que o Brasil tenha competitividade.

Primeiro semestre

A produção da indústria do aço no Brasil cresceu 2,9% no primeiro semestre de 2018 na comparação com igual período do ano passado. Os dados, divulgados no final de julho pelo Instituto Aço Brasil na capital paulista, mostram que foram produzidas 17,2 milhões de toneladas (Mt). As vendas internas foram de 8,8 Mt, um acréscimo de 9,9% em relação aos seis primeiros meses de 2017.

Já as exportações, que somaram 6,9 Mt, representaram uma queda de 5,7 % do que foi comercializado. O resultado tem relação com as medidas protecionistas adotadas pelo governo estadunidense de Donald Trump, que taxou as importações de aço de diversos países e que, no caso do Brasil, foram definidas cotas para as vendas.

Em relações aos valores das vendas, houve um crescimento de 16%. “Com o fechamento do mercado americano, a consequência imediata seria a elevação dos preços”, explicou Lopes.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A Advocacia-Geral da União pediu que o Supremo negue o pedido do governo de Roraima e mantenha aberta a fronteira do Brasil com a Venezuela
Os casos de sarampo nas Américas chegaram a 5 mil e a Organização Pan-Americana da Saúde ampliou o seu alerta
Pode te interessar