Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de dezembro de 2018
O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta segunda-feira (3) que a ideia do governo de Jair Bolsonaro é fazer uma reforma da Previdência sem “açodamento”. De acordo com Onyx, o governo não quer um “remendo”, mas sim um modelo que dure 30 anos.
“O governo não tem açodamento. No caso de reformas mais profundas, como a da Previdência, queremos apresentar um modelo para durar 30 anos. Quem pretende que o modelo dure 30 anos e seja implantado gradualmente, vontade do presidente, não pode ter açodamento. A gente não quer remendo, a gente quer uma solução de longo prazo”, disse o ministro, durante entrevista coletiva no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) de Brasília, onde a equipe de transição se reúne.
Onyx, indicado para ocupar a Casa Civil, ressaltou que será preciso convencer tanto o novo Congresso quanto a sociedade, e que isso leva tempo.
“A tramitação congressual vai estar par e passo com convencimento dos parlamentares e da sociedade. Para conseguir isso, não dá para ser no afogadilho.”
O futuro ministro destacou ainda que o governo de Bolsonaro terá mais tempo para votar a reforma do que a administração de Michel Temer teve, mas disse que a intenção é aprová-la logo em 2019.
“Queremos aprovar no primeiro ano, mas temos que reconhecer que nossa dificuldade passa por um Congresso que vem bastante renovado. Vamos ter que dialogar com esses parlamentares.
Previdência de Temer
Bolsonaro voltou a criticara atual proposta de reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados. Apresentada pelo governo Temer, a reforma atual foi classificada de injusta pelo político do PSL durante visita, na última sexta (30), a emissoras católicas no interior de São Paulo. Bolsonaro, no entanto, não quis detalhar a proposta que será apresentada pelo seu governo, mas admitiu que a partir da semana que vem iniciará reuniões com líderes das bancadas para iniciar o diálogo com a próxima legislatura sobre esse e outros temas.
“Essa que está aí não está sendo justa no meu entender. Não podemos querer salvar o Brasil matando o idoso”, disse o presidente eleito. Questionado sobre sua própria proposta, desconversou: “Se eu falar, vou sair daqui muito tarde.”
Bolsonaro estava acompanhado do futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e de outros auxiliares. De Cachoeira Paulista, onde concedeu entrevistas a jornalistas de televisões e rádios cristãs, Bolsonaro foi para a cidade fluminense de Resende, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. No sábado (1º), o presidente eleito participou da cerimônia de formatura da Academia Militar das Agulhas Negras, onde ele também se formou na década de 1970.
O político do PSL confirmou que o número de ministérios deve ultrapassar 20 mas destacou que está fazendo nomeações sem receber indicações de bancadas, ressaltando o lado técnico dos futuros ministros. Bolsonaro repetiu que seu governo não pode dar errado, alegando que, caso fracasse, o Brasil voltaria a ser governado pelo PT.
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