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Brasil A região Sudeste do Brasil tem 17 milhões de votos de indecisos a serem conquistados

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Para ter ao menos 50% do eleitorado e garantir sua eleição, o petista precisa ganhar mais de 27 milhões de votos. (Foto: Ricardo Stuckert)

A região Sudeste do Brasil tem 17 milhões de votos de indecisos a serem conquistados. Se quiser ganhar esta eleição, Fernando Haddad (PT) invariavelmente terá de avançar na região – local em que o PT tem perdido apoio nos últimos segundos turnos.

Para ter ao menos 50% do eleitorado e garantir sua eleição, o petista precisa ganhar mais de 27 milhões de votos, se tanto ele quanto o líder Jair Bolsonaro (PSL) não perderem eleitores do primeiro turno e ficar estável a taxa de comparecimento de eleitores.

No Nordeste, Sul e Centro-Oeste houve 19 milhões de votos dados aos demais candidatos na primeira votação. Ou seja, mesmo na situação praticamente impossível de Haddad conseguir 100% desses votos, ele não teria maioria necessária para garantir a vitória na rodada final.

Os Estados do Sudeste concentram 47% dos votos em disputa no segundo turno (que não foram para Bolsonaro e Haddad na primeira votação). Em números absolutos, são 17 milhões de eleitores. Só São Paulo possui 9,7 milhões — majoritariamente apoiadores de Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amôedo (Novo). Bolsonaro, para garantir maioria, necessita de menos de 10 milhões no País todo.

Além do volume de votos a serem conquistados, o PT vai ter de lutar contra o retrospecto de segundos turnos. O partido vem perdendo votação no Sudeste. Em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 63% dos votos contra o tucano José Serra. Os percentuais caíram desde então, chegando a 44% em 2014, quando Dilma Rousseff enfrentou o também tucano Aécio Neves.

Em tese, Haddad tem mais chances de receber os votos dados a Ciro no primeiro turno. O candidato derrotado já anunciou que deve declarar apoio ao petista, ainda que seja de forma “crítica”. Além disso, Ciro obteve suas melhores votações no Nordeste, onde Haddad tem menor rejeição. O pedetista foi o mais votado no Ceará, Estado onde fez carreira política e teve dois milhões de votos. Outro aspecto positivo para Haddad no Estado é que o governador Camilo Santana (PT) venceu no primeiro turno, indicando apoio ao partido.

Fernando Henrique Cardoso

Nos holofotes diante da expectativa de um posicionamento mais certeiro no segundo turno, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não fechou as portas para Fernando Haddad (PT). Abordado na saída de um restaurante no Centro de São Paulo, nesta quarta-feira (10), o tucano disse que o petista ainda não o procurou.

1) Se telefonar, está disposto a conversar?

“Ué, falo com todo mundo que me telefona com o maior prazer”, respondeu.

2) É possível um diálogo sobre as bases de eventual apoio?

“Estou na muda, tenho que esperar que os outros queiram alguma coisa”, afirmou FH, já de saída. “Vamos ver”, completou.

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