Sexta-feira, 10 de abril de 2026
Por Rogério Pons da Silva | 5 de abril de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Todos os anos quando chega o outono começam a cair as folhas de muitos tipos de árvores.
Para mim, o plátano é a melhor representação deste fenômeno.
Após a folha ter cumprido seu propósito a planta interrompe o fornecimento de nutrientes, ficam amareladas, secam e caem mortinhas.
A natureza ” percebe” que a intensidade da luz solar não irá compensar manter a folha e a descarta.
Com efeito, continuam sendo folhas, porém sem vida e aos poucos vão se decompondo e se transformando em matéria orgânica para novamente ser absorvida por uma planta e começar tudo de novo.
Mas nós não somos plantas!
A natureza “nos equipou” com a poderosa capacidade de produzir e sentir emoções.
Amor, comiseração, ódio, medo, desprezo, indiferença, vergonha, fraternidade e tantas outras…
Cada uma destas emoções ou sentimentos carregam uma energia vibratória, Algumas são mais densas, escuras e negativas, outras mais fluidas, leves e iluminadas.
Nossas experiências e vivências dos sentimentos e emoções é o que nos faz evoluir e também nos renovar
Mas, e o corpo físico ?
Já percebeu como a natureza age com o indivíduo?
Muitas vezes um corpo doente não consegue se curar e a natureza os deixa morrer, aparentemente sem dó!
O maior interesse da natureza não é o indivíduo, mas sim manter a espécie, isso é fundamental para o processo evolutivo e assim a natureza protege a espécie com todas suas forças.
Fomos feitos para crescer, reproduzir e morrer. Temos que morrer!
As leis materiais do planeta são:
A Competição pela adaptabilidade; o apelo a reprodução para manter a espécie e a inexorável morte.
Chamamos de morte ou “final” porque não sabemos bem o que nos espera do “outro lado”.
A natureza faz tudo tão perfeito e faz!
Então, qual a necessidade de morrermos ?
E por que nos causa tanto medo e aflição a consciência que este dia vai chegar?
Cada um com sua fé, crê qual será o nosso destino depois da passagem.
Seja da maneira que for, a morte é o fechamento do ciclo da própria vida.
A perda é normalmente sofrida e quase sempre ficamos sem uma explicação.
Morrer é tão incompreensível quanto querer saber onde estávamos antes do nosso nascimento.
Aceitar a morte de alguém é muito difícil, mas se compreendermos como parte da vida, torna as coisas menos sofridas, principalmente quando estamos com as emoções e sentimentos resolvidos em relação aquela pessoa que se foi.
A dor da perda é amenizada quando agradecemos pela dádiva dos tempos vividos juntos e quando estamos harmonizados emocionalmente com quem partiu.
Aí compreendemos melhor e aceitamos a morte física como uma natural renovação da vida.
Abençoado Domingo de Páscoa aos queridos leitores.
Rogério Pons da Silva – jornalista e empresário
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Parabéns Rogério por este lindo texto de Páscoa