Sexta-feira, 10 de abril de 2026

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Colunistas A renovação

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Todos os anos quando chega o outono começam a cair as folhas de muitos tipos de árvores.

 Para mim, o plátano é a melhor representação deste fenômeno.

Após a folha ter cumprido seu propósito a planta interrompe o fornecimento de  nutrientes, ficam amareladas, secam e caem mortinhas.

 A  natureza ” percebe” que a intensidade da luz solar não irá compensar  manter a folha e a descarta.

Com efeito, continuam sendo folhas,  porém sem vida e aos poucos vão se decompondo e se transformando  em matéria orgânica para novamente ser absorvida por uma planta e começar tudo de novo.

Mas nós não somos plantas!

A natureza “nos equipou” com a poderosa capacidade de produzir e sentir emoções.

Amor, comiseração, ódio, medo, desprezo, indiferença, vergonha, fraternidade e tantas outras…

Cada uma destas emoções ou sentimentos carregam uma energia vibratória, Algumas  são  mais  densas, escuras e negativas, outras mais fluidas, leves e iluminadas.

Nossas experiências e vivências dos sentimentos e emoções é o que nos faz evoluir e também nos renovar

Mas, e o corpo físico ?

Já percebeu como a natureza age com o indivíduo?

Muitas vezes um corpo doente  não consegue se curar e a natureza  os deixa morrer, aparentemente sem dó!

 O maior interesse da natureza não é o indivíduo, mas sim  manter a espécie, isso é fundamental para o processo evolutivo e assim a natureza  protege a espécie com todas suas forças.

  Fomos feitos para crescer, reproduzir e morrer. Temos que morrer!

As leis materiais do planeta são:

A Competição pela adaptabilidade; o apelo a reprodução para manter a espécie e a inexorável morte.

Chamamos de morte  ou “final” porque não sabemos bem o que nos espera do “outro lado”.

A natureza faz tudo tão perfeito e faz!

Então, qual a necessidade de morrermos ?

 E por que nos causa tanto medo e aflição a consciência que este dia vai chegar?

Cada um com sua fé, crê qual será o nosso destino depois da passagem.

Seja da maneira que for, a morte é o fechamento do ciclo da própria vida.

A perda é normalmente sofrida e quase sempre ficamos sem uma explicação.

Morrer é tão incompreensível quanto querer saber onde estávamos antes do nosso nascimento.

Aceitar a morte de alguém é muito difícil, mas se compreendermos como  parte da vida, torna as coisas menos sofridas, principalmente quando estamos com as emoções e sentimentos resolvidos em relação aquela pessoa que  se foi.

A dor da perda  é amenizada quando  agradecemos pela dádiva dos tempos vividos juntos e quando estamos harmonizados emocionalmente com quem partiu.

 Aí compreendemos melhor e aceitamos a morte física como uma natural  renovação da vida.

Abençoado Domingo de Páscoa aos queridos leitores.

 

Rogério Pons da Silva – jornalista e empresário 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Aldo Giulian
5 de abril de 2026 11:51

Parabéns Rogério por este lindo texto de Páscoa

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