Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de outubro de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O plenário do STF vai dividido para a votação, e mantém alto o risco de o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, ser afastado do cargo semana que vem. É provável que, diante do clima tenso, um ministro peça vista. Conforme adiantou a Coluna em dia 7 de outubro, Renan pode pagar por tabela o preço cobrado de Eduardo Cunha pela Rede, que impetrou ação na Corte questionando se um réu pode presidir uma instituição legislativa. A despeito de Cunha ter sido cassado, a Rede manteve a ação e agora o caso pode atingir Renan em cheio, por ser réu em processo no Supremo.
Agora aguenta!
A ação de Renan “subiu” para o plenário apenas dois dias após a encrenca verborrágica em que o senador se meteu, criticando juiz de 1a- instância.
Direta no queixo
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, mandou dois recados a Renan: se disse atingida na crítica a juízes, e negou reunião com o senador e o presidente Michel Temer.
Agora aguenta 2
Renan está furioso, nervoso, ansioso porque sabe o que está por vir com a investigação sobre as maletas apreendidas. Por isso atira para todo lado, contra o MJ, contra o STF.
Fritura
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, entrou na fritura. A cúpula do PMDB fez chegar ao presidente Michel Temer que não quer assumir o comando da pasta, mas exigiu que o PSDB escolha um novo nome para substituí-lo. Temer, como tem feito, repassou os reclames a Eliseu Padilha. Sinal de que não deve dar em nada. Moraes fica.
Rasuras
Usualmente moderado, Renan Calheiros não gostou do tom ameno da carta produzida por assessores em resposta à operação da PF contra agentes legislativos. Minutos antes da coletiva, escreveu de próprio punho os termos “juizeco” e “chefete de polícia”.
Nem tanto
Renan não tem o apoio incondicional dos colegas. O deputado Paulo Rocha (PT-PA) condenou a expressão “juizeco”: “Em vez de falar de forma pejorativa sobre o juiz, o melhor seria dizer que ele está sendo autoritário. Essa a qualificação mais adequada”.
Contra a parede
Sete policiais do Senado cercaram o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para tirar satisfação do parlamentar que chamou os agentes de milicianos.
Contra a parede 2
A quem interessar possa, Roseana Sarney, sumida da política e da Lava-Jato, bebia sozinha um café ontem de manhã no McDonald’s do aeroporto de Brasília.
“Interesse da Nação”
O senador José Medeiros (PSD-MT) critica a “pirotecnia” da operação da PF e sai em defesa das varreduras em busca de grampos: “Eu sou a favor. É importante a varredura sempre porque às vezes tratamos de assuntos que devem ser sigilosos”.
No quadrado
O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) prega união entre os Poderes sobre a operação que prendeu quatro agentes do Senado. “É necessário que os ânimos se acalmem. Cada qual trabalhando no seu quadrado como determina a Constituição Federal.”
Jovem em cena
O deputado licenciado Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ) – secretário estadual de Esporte do Rio – apresentou projeto de lei para destinar 5% do fundo partidário para a criação e manutenção de programas de incentivo à participação política voltada aos jovens. O objetivo é estimular o engajamento da juventude na política.
Ponto Final
“Eu sinceramente não posso chamá-lo no ‘aumentativo’.” – Do presidente do Congresso, o senadoreco Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o juiz Valisney Oliveira, a quem chamou de juizeco.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os comentários estão desativados.