Sábado, 11 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de novembro de 2020
A Rússia retomou a vacinação de novos voluntários no teste de sua vacina contra a Covid-19, Sputnik V, depois de uma pausa curta, disseram funcionários de seis das 29 clínicas de teste, agora que Moscou tenta acelerar os planos para inocular a população.
No final de outubro, oito clínicas disseram à agência de notícias Reuters que o teste havia sido interrompido temporariamente para novos voluntários, e algumas clínicas citaram a procura alta e a escassez de doses.
Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamaleya, que desenvolveu e fabrica a vacina, disse à época que a inclusão de novos voluntários só foi freada por causa da decisão de se concentrar em administrar uma segunda dose àqueles já vacinados.
“A vacinação recomeçou. A partir de segunda-feira, voltaremos a fazer o primeiro componente (da vacina de duas doses)”, disse um funcionário da Clínica Número 46 de Moscou à Reuters nesta semana.
Repórteres da Reuters viram filas de pessoas esperando exames médicos pré-vacinação em três clínicas de teste moscovitas na segunda, quarta e quinta-feiras.
“Recomeçamos a vacinação. Muitas pessoas vêm para ser inoculadas”, disse um profissional de saúde da Clínica Número 170.
Até o dia 11 de novembro, mais de 20 mil voluntários haviam recebido a primeira das duas doses, e mais de 16 mil deles a primeira e a segunda, de acordo com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF). Os desenvolvedores de vacinas pretendem administrá-la a 40 mil pessoas inicialmente.
AstraZeneca
A potencial vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford produziu uma forte resposta imune em adultos mais velhos, mostraram dados publicados nesta quinta-feira, com os pesquisadores afirmando que esperam divulgar os resultados dos testes com a vacina em estágio avançado até o Natal.
Os dados, parcialmente divulgados no mês passado, mas publicados na íntegra na revista médica The Lancet nesta quinta, sugerem que pessoas com mais de 70 anos, que têm maior risco de ficarem graves ou morrerem da Covid-19, podem criar uma imunidade robusta.
“As respostas robustas de anticorpos e células T vistas em pessoas mais velhas em nosso estudo são encorajadoras”, disse Maheshi Ramasamy, consultor e coinvestigador do Grupo de Vacina de Oxford.
“Esperamos que isso signifique que nossa vacina vá ajudar a proteger algumas das pessoas mais vulneráveis em nossa sociedade, mas mais pesquisa é necessária antes que possamos ter certeza.” As informações são da agência de notícias Reuters.
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