Domingo, 27 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A Seleção Brasileira mostrou contra a Sérvia o melhor desempenho da primeira fase no quesito psicológico

Compartilhe esta notícia:

Lesões de jogadores obrigaram Tite a repensar a escalação mais de uma vez. (Foto: Reprodução/Instagram)

A Seleção Brasileira mostrou contra a Sérvia, em Moscou, no confronto que selou a classificação às oitavas de final do Mundial, o melhor desempenho da primeira fase no quesito psicológico. Desta vez não teve cartão por reclamação, embates com a arbitragem ou cai-cai deliberado. Muito menos choro ao término da partida.

Na delegação atual, o controle mental faz parte das atribuições de Tite. Nitidamente, a postura recente do treinador foi no sentido de deixar o ambiente mais leve. Não só entre os jogadores, mas também no contato com a imprensa. E o próprio treinador admitiu isso.

Na coletiva após a vitória por 2 a 0, Tite ressaltou a demanda por um jogo de cintura para fazer a leitura correta da fogueira que é a seleção: às vezes é preciso aumentar, mas em outros momentos é preciso resfriar.

“A gente trabalha um pouquinho com o fiel da balança”, disse Tite, que lembrou que o Mundial envolve relações humanas. “E eu tenho que sentir como se estabelecem o vestiário, os atletas, a alegria, o orgulho. Se está pilhado, joga para menos. Se está pouco, jogo para mais. O estágio evolutivo da equipe… Tem mais a crescer. Está dentro do que buscamos, vem crescendo, mas a busca é padrão igual para melhor”, comentou o treinador.

No treino de terça-feira, véspera do decisivo confronto com os sérvios, o clima entre os jogadores já estava mais leve: brincadeiras e caretas nos 15 minutos abertos à imprensa. Quando a bola rolou, viu-se um Brasil focado, controlando o jogo e que não se desesperou mesmo quando foi pressionado em maior escala, no início do segundo tempo.

As amostras individuais de serenidade também servem como extrato da estratégia de equilibrar a mente. Neymar não tomou cartão e não reclamou de forma excessiva da arbitragem. Buscou menos o enfrentamento e apostou mais na verticalização das jogadas.

A manutenção da postura do time será ainda mais fundamental daqui em diante no Mundial. Afinal, o mata-mata já começa na segunda-feira, em Samara, contra o México:

“Se puder resumir, a margem de erro diminui muito. O nível de concentração é altíssimo, não pode diminuir”, pontuou o técnico.

Defensivo

Não foi por vontade de Tite, mas a Seleção Brasileira experimentou na partida contra a Sérvia o bônus e o ônus de ter Filipe Luis na lateral esquerda, em vez de Marcelo. Reserva de características bem diferentes, ele acabou sendo um reforço bem vindo em uma partida em que o Brasil foi pressionado pela primeira vez no Mundial.

Uma comparação entre o mapa de calor dos dois jogadores talvez fale mais do que mil palavras. Reconhecidamente mais defensivo, Filipe Luis foi um reforço a mais na proteção à zaga, inclusive aparecendo mais centralizado, quando foi preciso. Uma diferença e tanto em relação ao rastreamento da movimentação de Marcelo em campo, muito mais ponta e meia esquerda do que marcador.

“Todos sabem das qualidades do Marcelo. Os reservas precisam estar sempre prontos para entrar e ajudar a equipe quando é preciso. O professor sempre ressalta esse papel dos que não estão jogando. Se for preciso, estarei à disposição novamente”, frisou o jogador do Atlético de Madrid.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

PM faz barreiras para tentar prender autor do disparo que matou professora gaúcha em Florianópolis
Versão de jovem preso por espancar ambulante até a morte é mentirosa, diz a polícia
Pode te interessar