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Brasil A senadora gaúcha Ana Amélia Lemos aceitou o convite para ser vice na chapa do presidenciável Geraldo Alckmin, do PSDB

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Parlamentar de 73 anos condicionou decisão a tratativas do PP. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Nessa quinta-feira, menos de 48 horas após permanecer em observação em um hospital de Caxias do Sul devido a uma crise de hipertensão supostamente causada por estresse, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) voltou a ser notícia: ela aceitou ser vice do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin.

Ela havia sido convidada pessoalmente pelo ex-governador paulista durante um encontro na sua residência, na quarta-feira. Segundo fontes próximas, no entanto, ela teria condicionado o “sim” definitivo à concordância dos progressistas no Rio Grande do Sul: “A minha aceitação depende de bater o martelo no Estado, de acertos após fechar todos os acordos com o nosso partido”.

O presidenciável tucano estava no Rio de Janeiro, no início da noite, quando recebeu o sinal verde da agora companheira de chapa. Ana Amélia, que em março completou 73 anos de idade, manifestou-se por meio de um telefonema.

Na convenção do PP, realizada pela manhã, a jornalista parlamentar gaúcha (no cargo desde 2011 e que neste ano estava apta a disputar a reeleição) foi assediada para tirar fotos com correligionários. Mas Geraldo Alckmin não posou ao seu lado: após o evento, ele declarou que a questão ainda não estava decidida, mas elogiou a senadora gaúcha.

O comando do PSDB já avisou ao ex-governador que, se Ana Amélia for a escolhida para sua vice, será mediante “cota individual”, sem entrar na divisão de cargos do partido.

No evento, Ana Amélia revelou que estava refletindo sobre o assunto e mantido conversas: “Há duas semanas, as pessoas têm conversado comigo] sobre essas questões. São sondagens, não existe convite. Continuo tendo uma relação absolutamente respeitosa com o nosso presidente Ciro Nogueira. Isso é uma questão não de disciplina, mas de respeito”.

Ela também deixou claro que o assunto passa obrigatoriamente pela questão da independência: “Em qualquer lugar que eu estiver, se eu não for independente, se eu não pensar e agir com as minhas convicções, isso não servirá para mim”.

Disputa

O nome de Ana Amélia não é consenso em seu partido e também entre siglas do chamado “Centrão”. Embora Ciro Nogueira diga não haver veto à gaúcha, correligionários reconhecem a total falta de entrosamento entre a senadora e a cúpula do partido. Aliados de Nogueira também dizem haver preocupação com uma eventual perda de poder da ala nordestina do PP.

Além da presidência da legenda com o senador do Piauí, cabe ao paraibano Aguinaldo Ribeiro a liderança do governo na Câmara dos Deputados, e ao alagoano Arthur Lira a liderança do PP na Casa. Outra preocupação é que, ao levar um quadro do partido para a Vice-Presidência, Alckmin queira diminuir o espaço que o PP tem hoje na Esplanada dos Ministérios.

A sigla domina atualmente as pastas de Saúde, Agricultura e Cidades, além da Caixa Econômica Federal. Integrantes da bancada do partido dizem ironicamente que Ana Amélia tem que ser tratada como cota pessoal do tucano.

Aposta

Durante a pré-campanha, Alckmin manifestou mais de uma vez o desejo de ter uma mulher como vice. Em um recente evento fechado com empresários paulistas, ele convidou para a vaga, ainda que em tom de brincadeira, a empresária Luiza Trajano (dona da rede de varejo Magazine Luiza).

Ana Amélia contava com a preferência de Alckmin dentre as opções cogitadas nos últimos dias, após a recusa do empresário Josué Gomes (PR). A senadora tem influência junto a ruralistas, setor em que o tucano perdeu espaço para o adversário Jair Bolsonaro (PSL-RJ), líder nas pesquisas em cenários sem a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A chegada da senadora – cuja base eleitoral é o Rio Grande do Sul – na chapa de Geraldo Alclmin também alimenta expectativas do pré-candidato no que se refere à sua performance na Região Sul, que já foi um reduto seguro de votos para o PSDB, mas neste ano enfrenta a concorrência de Jair Bolsonaro e do senador paranaense Álvaro Dias, ex-tucano e que se apresenta como pré-candidato do Podemos.

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