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Mundo A Suécia muda lei para poder fechar as lojas e os centros comerciais contra o coronavírus

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O projeto de lei foi proposto pelo próprio governo e aprovado por ampla maioria pelo Parlamento. (Foto: Reprodução/ Twitter)

Após rejeitar o lockdown como medida para combater a pandemia do novo coronavírus, a Suécia mudou sua legislação para conceder temporariamente ao governo o poder de adotar medidas de restrição contra a Covid-19. O projeto de lei foi proposto pelo próprio governo e aprovado por ampla maioria pelo Parlamento.

Sua entrada em vigor foi adiantada de março para este domingo, mas o governo ainda não especificou quando e como prevê aplicar as novas regras. A nova lei permite que o governo adote medidas restritivas em áreas determinadas e aplique sanções e multas caso elas sejam violadas, mas não estabelece que a população fique confinada em casa.

Entre as medidas permitidas estão fechar lojas, centros comerciais e o transporte público e limitar o número de pessoas em reuniões em locais públicos específicos. Ao contrário de outros lugares da Europa, a Suécia seguia até agora uma estratégia baseada em recomendações à população, praticamente sem medidas coercitivas.

Questionada por que a lei não foi aprovada antes, a ministra sueca da Saúde, Lena Hallengren, afirmou que “não era algo que achávamos necessário na primavera”.

Com cerca de 10,3 milhões de habitantes, o país tem mais de 489 mil casos e 9,4 mil mortes pelo vírus. O país registrou na quinta-feira (7) o maior número diário de mortes desde o início da pandemia: 277. O número é mais que o dobro das 115 mortes registradas no auge da primeira onda, em abril.

Europa

A Europa acelerou seus programas de vacinação, dobrando os pedidos para as empresas farmacêuticas enquanto a China restringiu a mobilidade de 18 milhões de pessoas, para conter o mais grave surto de coronavírus em seis meses no país.

Diante das críticas contra a lentidão das campanhas de vacinação no continente, a União Europeia prepara a próxima autorização para uma terceira vacina. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA), sob grande pressão, disse que vai tomar uma decisão sobre a vacina no final de janeiro.

Ao mesmo tempo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um acordo com a para dobrar seu contrato de pré-compra, de 300 milhões para 600 milhões de doses. A Bélgica anunciou que deseja começar a vacinar a população em geral com mais de 18 anos a partir de junho.

O líder supremo iraniano anunciou, por sua vez, que não confia em nenhuma dessas três vacinas, pois são fabricadas por países ocidentais. “É proibido importar vacinas fabricadas nos Estados Unidos ou no Reino Unido. Não podemos confiar neles. Não é impossível que queiram contaminar outras nações”, disse o guia supremo, aiatolá Ali Khamenei, em sua conta no Twitter em inglês.

A confiabilidade das vacinas anti covid-19 não foi contestada por meios científicos até agora. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já pediu para não “politizar o vírus”, então “por favor, também não vamos politizar a vacina”, disse Michael Ryan, chefe da entidade para emergências de saúde.

A OMS pediu também aos países ricos que parassem de assinar “acordos bilaterais” com laboratórios produtores. Segundo o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, essas compras podem prejudicar seus próprios programas de distribuição para países sem recursos.

Os laboratórios, que foram comprometidos por meio de contratos multimilionários com países financiadores, garantem que haverá vacinas para todos. A pandemia está em plena expansão em todo o planeta, ajudada em alguns países pelo aparecimento de novas variantes.

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