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Brasil A taxa básica de juros caiu, mas os consumidores brasileiros não perceberam nenhum alívio nos juros bancários

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Segundo a Associação das Empresas de Cartões de Crédito, o aumento do rotativo ocorreu por causa do perfil de clientes que utilizaram a linha, e não pelo aumento nas taxas de juros. (Foto: Reprodução)

A taxa Selic (básica de juros da economia) está no menor nível da história, mesmo assim, os consumidores brasileiros quase não percebem o efeito dessa redução nos juros cobrados pelos bancos.

Quem está no cheque especial ou precisa pegar um empréstimo também enfrenta o mesmo inimigo: juros nas alturas. Parece não ter lógica, mesmo com a Selic caindo, os juros que os bancos cobram continuam subindo.

A taxa Selic está em queda desde o fim de 2016 e atingiu o menor patamar desde que foi criada: 6,5%.

Nesse período, a inadimplência também caiu, e chegou à mínima da série histórica. Mesmo assim, os juros para o consumidor subiram nos últimos meses.Já são duas altas seguidas. A taxa é de 57,7% ao ano. Hoje os bancos cobram, em média, 333% ao ano.

Para o economista José Júlio Senna, do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas), a explicação para os juros andarem na contramão dos sinais dados pelo Banco Central, é que os bancos costumam esperar um pouco mais para rever as suas taxas.

“A Selic leva tempo para produzir os seus efeitos plenos sobre a taxa de empréstimo. Ela vem caindo já desde outubro de 2016, provavelmente não produziu o seu impacto pleno ainda sobre as taxas de empréstimo. Esperando um pouco mais, é possível que a gente venha ver uma melhora nas condições de crédito daqui para a frente”, explica.

O conselho é não se contentar em saber o valor da parcela que você vai pagar, mas quais são os juros embutidos ali.

“Primeira providência, fuja do cheque especial, obviamente. Segundo, na medida em que o consumidor puder oferecer garantias ao banco, ele vai poder negociar em condições muito melhores, e um crédito consignado também, exatamente porque o banco enxerga garantias maiores na concessão desse crédito e, portanto, oferece taxas menores”, afirma o economista da Fundação Getulio Vargas Mauro Rochlin.

A babá Sílvia Martins de Oliveira ainda tem esperança de negociar a sua dívida, mas só se em vez de ela aumentar, ela diminuir. “Eu me sinto mal em dever, porque eu não gosto de ter o meu nome assim. Embora eu tenha consciência de que o que eu já dei já foi superior ao que eu devia”, diz.

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) declarou que a pequena alta observada em fevereiro é pontual, e que o cenário à frente sugere continuidade da queda dos juros.

Segundo a Associação das Empresas de Cartões de Crédito, o aumento do rotativo ocorreu por causa do perfil de clientes que utilizaram a linha, e não pelo aumento nas taxas de juros.

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