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Brasil A torcida do Palmeiras pediu a doação de um uniforme oficial para Jair Bolsonaro

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O presidente usou modelo na cor verde-limão durante uma reunião. (Foto: Reprodução)

Depois de comandar uma reunião em Brasília usando uma camisa “pirata” do Palmeiras na quinta-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro virou assunto nas redes sociais. Torcedores brincam com a situação e pedem a doação de um uniforme oficial do clube para o mandatário.

Em imagem compartilhada no Instagram do próprio presidente, ele aparece vestindo um modelo na cor verde-limão. A camisa é uma cópia de versão utilizada pelo clube em algumas partidas na temporada de 2010. Há, no entanto, diferenças significativas entre as duas camisas, como a colocação do número no espaço em que aparecia o logotipo da fabricante, na época a Adidas, entre outros detalhes.

“Alô, Palmeiras. Manda uma camisa para o Bolsonaro. Pirataria é crime”, “Palmeiras, manda uma camisa nova para o Jair”, comentaram os internautas. Outros, destacaram que a falsificação de camisas de futebol é crime. “Bolsonaro usando uma camisa do Palmeiras claramente falsificada mostra a sua colaboração com o mercado de falsificações”.

Esta não foi a primeira vez que o presidente apareceu publicamente com essa camisa do Palmeiras. Durante a campanha eleitoral, ele gravou um vídeo mostrando que comia pão com leite condensado no café da manhã e estava usando o mesmo modelo de uniforme do clube alviverde.

O presidente Bolsonaro é torcedor do Palmeiras e, no ano passado, ele foi ao Allianz Parque para acompanhar a festa pelo título brasileiro. Na ocasião, participou da cerimônia de entrega da taça depois de a equipe ter batido o Vitória, por 3 a 2, pela última rodada da competição. Ele vestia uma camisa diferente do Palmeiras.

Petrobras

Apontado pelo presidente Jair Bolsonaro como “amigo particular”, Carlos Victor Guerra Nagem foi reprovado na avaliação para assumir a gerência-executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras. Ele havia sido indicado em janeiro pelo presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

A indicação causou polêmica e chegou a ser questionada por sindicatos, que alertaram sobre descumprimento do plano de cargos da companhia, já que Nagem nunca havia assumido cargo comissionado e, portanto, não cumpria os requisitos mínimos para assumir a função.

Gerências-executivas são o segundo escalão na hierarquia da estatal, abaixo apenas das diretorias. A vaga que seria ocupada por Nagem está ligada à presidência e tem salário de cerca de R$ 50 mil. Na época da indicação, Castello Branco negou motivação política e disse que o escolhido tinha currículo adequado. Nagem também recebeu o apoio de Bolsonaro, que se manifestou no Twitter.

“A era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!”, escreveu o presidente em um primeiro momento.

Depois, ele apagou o tuíte e publicou apenas o currículo do amigo: “A seguir o currículo do novo gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras, mesmo que muitos não gostem, estamos no caminho certo”.

A Petrobras disse à reportagem que o nome de Nagem foi submetido aos procedimentos de governança da companhia. “Apesar de sua sólida formação acadêmica e atuação na área, seu nome não foi aprovado porque ele não possui a experiência requerida em posição gerencial que é necessária à função”, disse a empresa.

Nagem já se candidatou pelo PSC duas vezes sob a alcunha Capitão Victor, mas não conseguiu votos suficientes para se eleger. Em 2002, disputou vaga de deputado federal pelo Paraná e, em 2016, se candidatou a vereador em Curitiba. Nessa última campanha, recebeu o apoio do atual presidente da República, que aparece em vídeo pedindo votos para aquele que chama de “amigo particular”.

“É um homem, um cidadão que conheço há quase 30 anos. Um homem de respeito, que vai estar à disposição de vocês na Câmara lutando pelos valores familiares. E quem sabe no futuro tendo mais uma opção para nos acompanhar até Brasília”, disse Bolsonaro no vídeo, à época.

No processo de montagem da nova administração da estatal, o governo Bolsonaro já sofreu duas baixas. Lauro Cotta, nome para a diretoria de Estratégia, alegou motivos pessoais para renunciar ao cargo três semanas após a indicação, após aprovação dos órgãos de governança.

Indicado ao conselho pelo MME (Ministério de Minas e Energia), o geólogo John Forman declinou após a divulgação de notícias sobre condenação na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por uso de informação privilegiada.

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