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Mundo A travessia de imigrantes ilegais do México aos Estados Unidos caiu quase 75%

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Hondurenhos em uma caravana de imigrantes com destino aos EUA passam pelo México, em 23 de janeiro de 2020. (Foto: Alfredo Estrella/AFP)

O chanceler do México, Marcelo Ebrard, anunciou nesta semana que o fluxo de imigrantes ilegais que cruzam a fronteira para os Estados Unidos, sobretudo centro-americanos, diminuiu 74,5% em oito meses desde que o México apresentou seu plano de migração e desenvolvimento. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo e das agências de notícias AFP e Reuters.

“As travessias para os EUA tiveram uma redução de 74,5%, coincidindo com os resgates do Instituto Nacional de Migração”, disse Ebrard durante a entrevista coletiva matinal do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador.

O chanceler afirmou que o México “hoje tem resultados positivos”, não apenas porque o fluxo irregular de migrantes está sendo reduzido, mas também porque as pessoas que estão no território nacional “estão seguras”.

Entre janeiro e maio de 2019, a migração de pessoas sem documentação regular na fronteira sul dos EUA disparou quase 150%, provocando uma reação furiosa do presidente Donald Trump, que ameaçou impor tarifas altas ao México se ele não interrompesse esses fluxos.

Medidas sem precedentes

Em junho, o México se comprometeu com os Estados Unidos a tomar “medidas sem precedentes” para conter a migração, um acordo que foi a tábua de salvação para impedir a tarifação de suas exportações – 80% das quais vão para os EUA. Desde então, o governo López Obrador enviou cerca de 26 mil militares, além de agentes de imigração, para as fronteiras norte e sul.

“Nosso objetivo é que as pessoas que estão em território nacional concordem com as formas da lei mexicana”, disse Ebrard.

Ebrard também disse que o número de imigrantes esperando em solo mexicano o desfecho de seus casos nos tribunais de imigração dos EUA caiu de 50 mil para cerca de 2.500.

Desde janeiro de 2019, os EUA estão enviando imigrantes, muitos da América Central e alguns do Brasil, ao México, conforme a diretriz conhecida como Protocolos de Proteção do Migrante, em um esforço para conter as levas de imigrantes que buscam asilo nos EUA.

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