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O vazamento de dados da Uber em 2016 afetou 196 mil brasileiros

A Uber descobriu o ataque ainda no fim de 2016, mas tentou manter segredo sobre o vazamento. (Foto: Reprodução)

A Uber começou a notificar os brasileiros que tiveram suas informações vazadas, quando hackers roubaram dados de 57 milhões de seus usuários e motoristas em 2016. No Brasil, 196 mil pessoas foram atingidas.

No país, a empresa de transporte alternativo atende 20 milhões de usuários no Brasil e possui mais de 500 mil motoristas cadastrados para fazer corridas usando seu serviço. Na mensagem enviada, a Uber pede desculpas e admite que algumas informações pessoais foram obtidas pelos criminosos como: nome, e-mail e número de celular. 

A empresa de transporte alternativo afirma que não detectou nenhuma fraude em que esses dados foram usados, mas decidiu enviar o e-mail para que os usuários tomassem conhecimento do que ocorreu.

A notificação dos brasileiros que tiveram as informações roubadas, na verdade, é fruto de um acordo firmado entre Uber e a Comissão de Proteção de Dados Pessoais do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) no começo deste ano. O órgão pediu esclarecimentos da empresa.

Em comunicado, a Uber diz que os seguintes dados não foram acessados: cartão de crédito, histórico de viagens e data de nascimento.

Golpe em silêncio

A Uber descobriu o ataque ainda no fim de 2016, mas tentou manter segredo sobre o vazamento. Tanto que pagou US$ 100 mil para os hackers responsáveis pelo roubo destruírem os dados roubados de mais de 57 milhões de clientes e motoristas.

Quando revelou o incidente em dezembro de 2017, o executivo-chefe da companhia, Dara Khosrowshahi, reconheceu que a empresa cometeu um erro na forma de lidar com a violação durante a gestão do antigo CEO, o cofundador Travis Kalanick.

Uber e 911

A Uber Technologies vai conectar os passageiros nos Estados Unidos diretamente ao número de emergência 911 a partir de meados do ano, na mais recente medida de um pacote destinado a melhorar a imagem popular do serviço de transporte compartilhado. A empresa informou que seu aplicativo terá um “centro de segurança” que incluirá informações sobre o processo de avaliação dos motoristas, seguro e diretrizes da comunidade.

Os passageiros também poderão designar até cinco amigos e familiares como contatos de confiança e compartilhar detalhes da viagem com eles durante a corrida, escreveu a presidente-executivo, Dara Khosrowshahi, em publicação no blog da empresa nesta quinta-feira.

A Uber está enfrentando atualmente uma ação coletiva nos Estados Unidos por avaliação precária dos motoristas, o que levou a uma série de incidentes de assédio sexual, incluindo estupro. A série de medidas de segurança é uma tentativa de Khosrowshahi, que assumiu o cargo em agosto do ano passado, de renovar a imagem do Uber e deixar vários escândalos para atrás, após oito anos de liderança do ex-presidente-executivo, Travis Kalanick.

A companhia, que disse na quarta-feira que irá adicionar novos serviços, incluindo compartilhamento de carros e passagens de trem, está procurando ser um aplicativo de transporte completo.

Khosrowshahi visitou recentemente a Ásia e anunciou muitas mudanças para o aplicativo Uber sob sua iniciativa focada em “maneiras que o Uber pode servir melhor a passageiros, motoristas e cidades”.

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