Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de março de 2021
A Comissão Europeia divulgou, nesta terça-feira (16), um acordo firmado com os laboratórios Pfizer e BioNTech para acelerar a entrega de 10 milhões de doses de sua vacina anticovid para os países da União Europeia (UE).
O número total de doses da BioNTech e Pfizer esperadas no segundo trimestre é de mais de 200 milhões, afirmou a presidente da comissão, a alemã Ursula von der Leyen.
“Isso dá aos Estados-membros uma margem de manobra e cobrirá possíveis problemas de entrega” de algumas vacinas, acrescentou.
Um primeiro contrato assinado pelo bloco previa a entrega de 200 milhões de doses da vacina da BioNTech e Pfizer até setembro de 2021, e mais 100 milhões depois. O calendário exato não foi informado.
Um segundo contrato fechado em 8 de janeiro cobria 300 milhões de doses adicionais (200 milhões, com opção para mais 100 milhões) e até 75 milhões de doses disponíveis a partir do segundo trimestre.
A entrega “acelerada” de 10 milhões de doses anunciada nesta terça-feira faz parte da opção de 100 milhões de doses deste segundo contrato. Inicialmente, elas estariam disponíveis apenas a partir do terceiro trimestre de 2021, afirma o comunicado.
Muito criticada pela lentidão nas entregas e pelos atrasos significativos do grupo AstraZeneca, Bruxelas aposta em aumentar a distribuição entre abril e junho, com um ritmo médio de 100 milhões de doses por mês nesse trimestre.
AstraZeneca
As autoridades sanitárias suecas anunciaram, nesta terça, a suspensão do uso da vacina anticovid da AstraZeneca, seguindo, assim, os passos de vários países da UE preocupados com seus possíveis efeitos colaterais.
Em nota, a Agência de Saúde Pública (FHM) disse que suspendia o uso da vacina “como medida de precaução” diante de relatos de “possíveis efeitos colaterais” e até que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) conclua sua investigação.
Apesar da suspensão em diversos países, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) afirmou não ter indícios de que a imunização com a vacina da AstraZeneca/Oxford contra covid-19 tenha influenciado na formação de coágulos sanguíneos.
Segundo o epidemiologista sueco Anders Tegnell, questionado pela agência de notícias sueca TT, os 10 a 20 casos de hemorragia registrados na Europa após a vacinação representam a principal preocupação das autoridades de saúde locais.
Embora vários países europeus tenham suspendido a vacina após informes de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas com o fármaco da AstraZeneca, a FHM afirmou que não se registrou nenhum efeito colateral grave na Suécia.
A Organização Mundial da Saúde considera que a vacinação com esse imunizante deve continuar.
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