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Brasil A variante brasileira do coronavírus atinge 64% dos infectados em São Paulo

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A possibilidade de transmissão direta é considerada de “possível a provável”. (Foto: Reprodução)

Um estudo realizado pela prefeitura de São Paulo e pela Universidade de São Paulo (USP) divulgado nesta sexta-feira (26) aponta que a variante brasileira da covid-19, conhecida como P1, atinge 64% dos infectados da capital paulista.

Principais pontos do estudo:

— Entre os vírus que circulam na capital, mais de 71% são das duas variantes;

— A taxa de mortalidade entre quem foi infectado pelas novas variantes e ficou em estado grave é de 35%;

— A variante P1 atinge principalmente pessoas mais jovens, entre 20 e 54 anos;

— Estudo serviu de base para a criação de novo protocolo de manejo para pacientes de covid na cidade.

O levantamento foi feito em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da USP, utilizando testes PCR coletados no início do mês de março, para identificar em 73 amostras quais apresentavam variantes.

Dessas, 47 continham as variantes – 64,4% pertencem ao grupo P1, que teve o primeiro caso confirmado em Manaus, e cerca de 6,8% pertencem à variante do Reino Unido.

Desse modo, mais de 71% do vírus que circulam na capital são das duas variantes.

O secretário ainda destacou que a taxa de mortalidade é de 35% entre os pacientes em estado grave contaminados pela nova variante, que apresentam agravamento no quadro clínico entre o quinto e o sexto dia de contato com a doença.

Como forma de conter a disseminação do vírus, o governo estadual anunciou nesta sexta que a fase emergencial será prorrogada até o dia 11 de abril.

De acordo com Edson Aparecido, a variante P1 aparece principalmente em pacientes mais jovens.

“Na população de 20 a 54 anos é onde hoje se concentra o maior número de casos confirmados de covid-19. É exatamente uma característica acentuada dessas novas variantes. São esses os pacientes que em número cada vez mais acentuado procuram o sistema de saúde quase sempre em estágio avançado.”

O secretário disse, ainda, que em função desse estudo, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu fazer alterações no protocolo de tratamento na atenção básica do município.

Novo protocolo 

A prefeitura de São Paulo também anunciou nesta sexta um novo protocolo de manejo clínico dos pacientes com covid-19 na cidade.

De acordo com Sandra Maria Fonseca Sabino, secretária executiva de Atenção Básica, Especialidade e Vigilância, o protocolo foi modificado devido as características da variante P1.

“Os pacientes avançam com a patologia sem sintomas até estarem gravemente e clinicamente doentes. Assim, quando ele apresenta os sintomas, é rapidamente internado e por vezes intubado, precisando de um leito de UTI. É por isso que eu apelo a toda a população para que, aos primeiros sintomas, principalmente os pacientes jovens, que valorizem esses primeiros sintomas e procurem a UBS para o monitoramento.”

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