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Economia A venda de carros híbridos e elétricos no país cresceu 114,9% no primeiro semestre em comparação com igual período de 2025

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A fatia dos híbridos e elétricos alcançou 18% na primeira metade do ano. (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

A venda de carros híbridos e elétricos no país cresceu 114,9% no primeiro semestre em comparação com igual período de 2025. O período abrange os seis últimos meses antes do aumento do Imposto de Importação para esses veículos, em vigor desde o dia 1º. As projeções indicam, no entanto, que a despeito da elevação tributária, a demanda por esses veículos continuará em ascensão.

O aumento das alíquotas para o teto de 35% encerra a elevação gradual iniciada em janeiro de 2024. Mas, a julgar pela ausência de impacto das elevações anteriores, essa última também tende a passar despercebida pelo consumidor, já que grande parte das marcas chinesas, as principais importadoras desses tipos de veículos, tendem a manter preços competitivos em relação à indústria nacional. Em um ano e meio, híbridos e elétricos eram isentos de Imposto de Importação.

Além disso, a BYD, líder de vendas de elétricos, será beneficiada pela recente decisão do governo, que liberou novas cotas de importação de carros semimontados com alíquota zero. Nos próximo seis meses, veículos semimontados entrarão no Brasil isentos de impostos para receber acabamento final no país.

Embora a base seja menor, o avanço das vendas dos chamados eletrificados ficou muito à frente do crescimento do mercado total, que também foi bom. No primeiro semestre, foram licenciados 1,36 milhão de carros e comerciais leves no país, um aumento de 23,67% em relação aos primeiros seis meses de 2025.

A fatia dos híbridos e elétricos alcançou 18% na primeira metade do ano. Foi, portanto, significativa o suficiente para puxar o resultado total, principalmente levando em conta os expressivos crescimentos de cada uma dessas categorias.

O segmento dos carros 100% elétricos, carregados em tomadas, foi o que mais cresceu. No acumulado de janeiro a junho, o avanço foi de 196,29%. O volume de vendas desse tipo de veículo passou de 30,5 mil unidades no primeiro semestre de 2025 para 90,4 mil este ano. Já o mercado de híbridos – que utilizam dois motores, um a combustão e outro elétrico- cresceu 85,07%.

Segundo Arcelio Júnior, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), como efeito da chegada das novas marcas chinesas, somente neste ano mais de 200 concessionárias foram abertas no país. Segundo ele, as chinesas já são donas de 1.360 pontos de vendas. O total de revendas soma 8.401 no país.

Segundo dados da Fenabrave, dos dez modelos de automóveis mais vendidos em junho, três são da chinesa BYD, marca que ficou no quarto lugar no ranking de junho, com mais de 8% do mercado de carros e comerciais leves.

A demanda por elétricos compactos tende a aumentar ainda mais na segunda metade do ano, quando começarão a aparecer os efeitos do programa do governo federal que oferece recursos para subsidiar financiamento para motoristas de aplicativos e taxistas.

Nos primeiros dias de vigência, esse programa não avançou, disseram os dirigentes da Fenabrave, por falta da sustentação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que acaba de ser liberado. Para Marcelo Franciulli, diretor executivo da Fenabrave, a partir de agora, com liberação de crédito mais fácil, a demanda por recursos do programa deve aumentar.

No primeiro semestre, a expansão do mercado foi também resultado de outro programa do governo federal, chamado Carro Sustentável, que abrange modelos compactos mais baratos e se encerra em dezembro. Nesse caso, porém, os recursos estão disponíveis apenas para veículos produzidos no país.

Os bons resultados de vendas totais de automóveis e comerciais leves no primeiro semestre levaram a Fenabrave a rever projeções para 2026. A entidade começou o ano prevendo aumento de 3,01% no mercado total. Os novos cálculos indicam avanço de 7,9%, o que equivale a 2,9 milhões de veículos. Para o segmento de carros, a entidade estima avanço de 8,8%. “Tivemos um surpreendente crescimento no primeiro semestre”, afirma Arcelio Junior. Com informações do portal Valor Econômico.

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