Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de setembro de 2017
As vendas de medicamentos genéricos aumentaram 15,99% em agosto de 2017 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com a PróGenéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos). No total, a indústria comercializou 112,7 milhões de unidades, contra 97,2 milhões de unidades em agosto de 2016.
No acumulado dos primeiros oito meses do ano, os genéricos registram expansão de 12,44% em quantidade de unidades vendidas na comparação com igual período do ano anterior. O crescimento do setor de genéricos superou a média da indústria de medicamentos. Em agosto, o mercado total cresceu 9,19% em unidades na comparação anual. Com o resultado, o segmento de genéricos fechou agosto com 32,05% de participação sobre o mercado total de medicamentos no País.
Em valores, as vendas de genéricos alcançaram a marca de R$ 663,4 milhões em agosto (já considerados os descontos praticados pela indústria junto ao varejo). O montante é 15,23% maior que os R$ 575,7 milhões de agosto de 2016.
No ano, os genéricos acumulam R$ 4,8 bilhões em vendas, valor 14,10% maior do que o verificado no mesmo intervalo de 2016. O mercado farmacêutico total, por sua vez movimentou R$ 37,14 bilhões nos sete primeiros meses do ano, com expansão de 11,77%.
Antidepressivos
Um levantamento feito pela PróGenéricos, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, mostra que as vendas de genéricos para tratamento de depressão cresceram 21% em unidades no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período do ano passado. Os similares, cópias aproximadas dos medicamentos de referência, apresentaram alta de 6,23%, e os de referência, de 4,22%.
O mesmo movimento se repetiu com a categoria de ansiolíticos. Enquanto as vendas em unidades dos genéricos para esta classe terapêutica cresceram 8,47%, no caso dos similares, houve retração de 2,42%. O desempenho também foi negativo para os de referência, com queda de 3,59%.
De acordo com a presidente da PróGenéricos, Telma Salles, em cenário de recessão há maior busca por produtos genéricos e similares. “E o fator crise em si deixa as pessoas mais estressadas, o que aumenta também o uso de medicamentos das categorias de antidepressivo e ansiolíticos.”
De acordo com Carlos Aguiar, diretor da Medley, do grupo francês Sanofi, a migração de um produto de referência para um genérico ou similar é um movimento natural, uma vez que essas versões são, no mínimo, 30% mais baratas. “As doenças relacionadas ao sistema nervoso central crescem no mundo todo”, ressalta, lembrando que há uma maior assertividade da classe médica nos diagnósticos. “Mas é inegável que períodos de problemas econômicos, como o que estamos passando, geram mudanças de comportamento”, disse.
O mercado de antidepressivo e ansiolíticos movimenta por ano R$ 2,6 bilhões, segundo dados da Pró-Genéricos, compilados pela consultoria IMS (dezembro do ano passado). Do total, os antidepressivos respondem por R$ 2,05 bilhões e os ansiolíticos por R$ 534 milhões.
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