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Mundo A Venezuela é um “elefante na sala” da América do Sul, diz o ministro das Relações Exteriores do Brasil

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O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou que a crise no país vizinho é o grande desafio que impede que a América do Sul seja "um dos centros geradores de crescimento, tecnologia e prosperidade". (Foto: Raylson Ribeiro/MRE)

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse que a Venezuela se tornou um “elefante na sala” para a América do Sul. A declaração foi feita nesta terça-feira (16) durante a cúpula do Mercosul em Santa Fé, na Argentina. Ernesto afirmou que a crise no país é o grande desafio que impede que a América do Sul seja “um dos centros geradores de crescimento, tecnologia e prosperidade”. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da agência de notícias Reuters.

Para ele, a ditadura venezuelana “se dedica apenas a se manter no poder a qualquer custo”, o que prejudica os demais países do continente. “O resto do mundo olha para nós com imensa expectativa, só que a primeira pergunta é: ‘e a Venezuela?’.”

Sanções

A declaração do chanceler brasileiro ocorre no mesmo dia em que a União Europeia (UE), que recentemente fechou um acordo de livre comércio com o Mercosul, anunciou que prepara uma nova rodada de sanções contra as forças de segurança venezuelanas envolvidas em violações de direitos humanos.

Federica Mogherini, chefe de política externa da UE, afirmou que a morte de Rafael Acosta é um “exemplo contundente” da situação grave do país.

Acosta foi detido em 21 de junho por suposta participação em um plano para depor o ditador Nicolás Maduro, mas morreu após uma semana sob custódia da agência de inteligência militar DGCIM. Advogados disseram que ele mostrou sinais de espancamentos severos.

As autoridades venezuelanas enterraram o corpo contra os desejos da família, que exigiam a realização de uma autópsia.

“A União Europeia está pronta para adotar medidas que visem os membros das forças de seguranças envolvidos em episódios de tortura e outras violações de direitos humanos”, afirmou Mogherini.

Os Estados Unidos também anunciaram, no último dia 11, novas sanções contra o órgão de contrainteligência venezuelano após a morte de Acosta.

A representante da UE afirmou ainda que, caso não houvesse avanços nas negociações entre a oposição e o regime de Nicolás Maduro, o bloco poderia aumentar as sanções.

“Caso não haja resultados concretos das negociações em andamento, a UE expandirá mais suas medidas direcionadas”, afirmou.

“(A UE) também lembra que estas medidas podem ser revertidas caso haja um avanço substancial rumo à restauração da democracia, do Estado de Direito e dos direitos humanos na Venezuela”, disse.

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