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Mundo A Venezuela vai vender 15 toneladas de ouro para os Emirados Árabes

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A venda de reservas de ouro que sustentam a moeda local começou com um carregamento de 3 toneladas. (Foto: Reprodução)

A Venezuela venderá 15 toneladas de ouro dos cofres dos bancos centrais para os Emirados Árabes Unidos em troca por euros em dinheiro, disse um alto funcionário com conhecimento do plano à agência Reuters, em uma tentativa do país de se manter financeiramente solvente.

A venda de reservas de ouro que sustentam a moeda local, o bolívar, começou em 26 de janeiro com um carregamento de 3 toneladas, disse o funcionário, e segue a exportação no ano passado de US$ 900 milhões em ouro não refinado para a Turquia e os Emirados Árabes Unidos.

A situação econômica da Venezuela — que registrou uma inflação de 1 milhão por cento em 2018 e tem previsão de 10 milhões por cento para este ano — se tornou ainda mais preocupante depois das últimas sanções impostas pelos Estados Unidos.

Na segunda-feira (28), o governo norte-americano anunciou que a petrolífera venezuelana, a PDVSA, não pode mais movimentar o dinheiro e os bens que tem investidos nos EUA.

A decisão foi mais uma medida de pressão dos EUA a Nicolás Maduro, que enfrenta uma crise política em seu país depois que o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se declarou presidente interino.

Os EUA, assim como diversos países, reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. Mas a chefia da PDVSA, controlada pelo governo da Venezuela, havia reiterado apoio a Maduro.

Os outros países cujos governos condenam o regime de Nicolás Maduro reconheceram Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela após o discurso em que o líder da Assembleia Nacional disse que tem o objetivo de estabelecer um governo de transição e organizar eleições livres.

São eles: Brasil, Estados Unidos, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Reino Unido, Austrália e Israel.

Salários

Em agosto de 2018, o governo de Nicolás Maduro anunciou o corte de cinco zeros da moeda local, que passou a se chamar bolívar soberano, numa tentativa de controlar a hiperinflação no país. O pacote de Maduro, contudo, foi recebido com ceticismo por analistas e pela oposição.

Depois disso, o salário mínimo já teve dois reajustes, um em novembro e outro, anunciado em 14 de janeiro.

O mais recente foi de 300%, fazendo com o que o valor subisse de 4,5 mil para 18 mil bolívares. Ainda assim, isso elevou o salário mínimo venezuelano de US$ 5,22 (cerca de R$ 19) para US$ 20,9 (cerca de R$ 77), segundo a taxa oficial de câmbio, o que mantém os quase 4 milhões de trabalhadores que o recebem em situação de pobreza extrema pela classificação das Nações Unidas.

 

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