Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de dezembro de 2018
Condenada pelo assassinato do milionário Renné Senna, a cabeleireira Adriana Ferreira Almeida, conhecida como Viúva da Mega-Sena, sofreu mais uma derrota na Justiça. Ela tentava anular uma sentença que invalidou o testamento de Renné que a beneficiava. Mas desembargadores da 17ª Câmara Cível negaram, por unanimidade, o recurso e determinaram que Adriana seja multada caso recorra novamente.
A viúva agora só poderá tentar reverter a decisão no Superior Tribunal de Justiça. A herança, de mais de R$ 100 milhões, é disputada por Adriana e os 11 irmãos da vítima. Ex-lavrador, Renné foi morto a mando da mulher, pouco depois de ganhar na loteria. Para o desembargador Elton Leme, relator do processo, os embargos de declaração de Adriana “não objetivam sanar eventuais omissões, obscuridades ou contradições mas sim rediscutir o mérito de questões já analisadas pelo Tribunal”. O processo corre em segredo de Justiça.
A vítima foi executada a tiros por dois homens contratados por Adriana, em janeiro de 2007, em Rio Bonito, na Região Metropolitana. De acordo com a sentença que condenou a cabeleireira, Adriana ordenou a morte do marido após ele ter dito que iria a excluí-la do testamento, pois havia descoberto que estava sendo traído.
Adriana foi presa e acabou sendo condenada, em 2016, a 20 anos pelo crime. Atualmente, ela cumpre a pena em um presídio do Rio. O sítio em que o casal vivia antes do crime — um dos bens mais valiosos da herança — está hoje abandonado.
O testamento que beneficiava a viúva foi anulado em fevereiro deste ano por decisão do Tribunal de Justiça. Adriana foi condenada em dezembro de 2016 a 20 anos de prisão como mandante do assassinato do ex-marido.
Adriana foi inocentada em 2011, mas a sentença foi anulada em 2014 pelo Tribunal de Justiça. Isso porque o motorista Otávio dos Santos Pereira, genro do milionário, denunciou quebra de incomunicabilidade de dois jurados. Segundo o Código de Processo Penal, nesses casos, é decretada a nulidade do julgamento, já que os jurados não podem ter contato entre si, com testemunhas ou com o mundo exterior, para evitar que sejam influenciados. Eles teriam ido a um posto de gasolina em frente ao hotel.
Cinco anos depois, em dezembro de 2016, Adriana foi julgada novamente. Em depoimento prestado em juízo, ela disse que gostava do companheiro mas admitiu que tinha um amante desde meses antes da morte de Renné. Adriana disse ainda que não sabia que estava no testamento do milionário, com direito a metade de tudo que ele deixasse. O Tribunal do Júri de Rio Bonito condenou a viúva a 20 anos de prisão pelo crime.
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