Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de abril de 2020
O secretário da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse na tarde desta sexta-feira (24) que fará um rodízio de estudantes da rede pública no retorno às aulas presenciais nas escolas em todo o Estado.
As aulas, que estão suspensas desde 23 de março após a pandemia de coronavírus, devem ser retomadas em julho para algumas cidades e de forma gradual.
A medida será válida para alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior. “Nós estamos trabalhando a volta em forma de rodízios em uma possível liberação que dependerá exclusivamente também da decisão do Comitê de Contingência e da Secretaria da Saúde”, afirmou.
Uma parte dos alunos terá aulas na escola enquanto outra parte continua tendo aulas remotas, a distância, para manter o distanciamento das mesas e materiais de higiene. “Um possível retorno em julho será para regiões específicas e gradual. Nós não retornaremos com todos os estudantes no mesmo dia. Então, nós teremos rodízios de estudantes, porque numa sala de aula que tem 35 estudantes para manter um metro de distância, por exemplo, não será possível trabalhar com 30 ou 35 estudantes”, argumentou Rossieli.
Os alunos da rede pública, que estão em casa devido a quarentena do coronavírus, passarão a ter aulas a distância pela televisão e por aplicativo a partir desta segunda-feira (27) pela TV Univesp.
Ensino Infantil
De acordo com Rossieli, a liberação dos alunos de frequentar as escolas vai começar pelo Ensino Infantil em algumas regiões após autorização do Comitê de Contingência, da Secretaria da Saúde e do município da referida unidade de ensino, já que a educação infantil é de responsabilidade dos municípios.
A liberação também deve ser de forma gradual e priorizar as crianças de mães que trabalham fora.
Rossieli ressaltou que não haverá protocolos diferenciados no Ensino Infantil porque não é possível determinar para uma criança pequena ou bebê o distanciamento necessário.
Quarentena
Epicentro da pandemia de coronavírus no Brasil, o Estado de São Paulo completou nesta sexta um mês de quarentena com uma taxa de isolamento social abaixo da ideal. Já foram registradas 1.512 mortes e 17.826 casos confirmados da doença em terras paulistas.
Em 24 de março, o governador João Doria (PSDB) decretou o isolamento social como medida para evitar a propagação do vírus. O comércio em geral foi obrigado a fechar, mas o funcionamento dos serviços essenciais foi mantido, como saúde, alimentação e segurança.
Apesar disso, a última atualização do índice de isolamento mostra que menos da metade da população aderiu às recomendações dos órgãos de saúde para ficar em casa e evitar sair às ruas sem necessidade. Mesmo assim, o governador já anunciou a flexibilização da quarentena a partir de 11 de maio.
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