Terça-feira, 07 de Julho de 2020

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Notícias Abalada por disputas de poder, a maior reserva indígena do Rio Grande do Sul foi alvo de uma operação especial da Polícia Federal

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Agentes cumpriram 14 mandados de prisão preventiva na área da Guarita, Noroeste do Estado. (Foto: Divulgação/PF)

Na manhã dessa terça-feira, a Polícia Civil e a BM (Brigada Militar) participaram da operação especial deflagrada pela PF (Polícia Federal) com o objetivo de apurar crimes ocorridos em meio à disputa pela liderança da reserva da Guarita, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com a Argentina. Trata-se da maior área indígena do Estado.

Foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e outros 38 de busca e apreensão na terra indígena Guarita, abrangida pelos municípios de Miraguaí, Redentora e Tenente Portela. A ofensiva decorre de um inquérito aberto para investigar um atentado cometido no dia 19 de outubro contra um cacique caingangue e sua família (a casa onde moram foi alvo de diversos tiros), além do assassinato de um índio e da tentativa de homicídio de outros dois, registrados no dia 7 deste mês.

Os crimes investigados são homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, incêndio majorado, dano qualificado e formação de milícia armada. Ao todo, 40 policiais civis participaram das ações, que contaram com um efetivo de 200 policias, entre civis, federais e militares.

Vale do Rio Pardo

Já em Dom Feliciano (Vale do Rio Pardo), uma ação integrada com a Polícia Federal levou à captura de dois suspeitos de participarem do roubo a banco cometido no município na madrugada de 6 de julho. Eles também são apontados como responsáveis pela tentativa de homicídio contra policiais federais e militares durante a fuga da ação criminosa.

Outro integrante do grupo já havia sido preso no dia 4 de setembro, no município de Amaral Ferrador, em operação conjunta entre agentes da Polícia Federal, Polícia Civil e Brigada Militar.

Além dos mandados de prisão preventiva, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão na cidade de Lajeado (Vale do Taquari). As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal e pela Justiça Estadual em Camaquã. Foram apreendidos um veículo, uma espingarda calibre 12, munições e telefones celulares.

Os presos são investigados por tentativa de homicídio, roubo a banco e associação criminosa. As investigações prosseguem em inquéritos instaurados pela Delepat (Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio) da PF, e também pela 1ª Delegacia de Roubo a Bancos, da Polícia Civil gaúcha, a fim de identificar outros envolvidos.

Região Metropolitana

Em Viamão (Região Metropolitana de Porto Alegre), a DPHPP (Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa) prendeu dois homens apontados como autores de um homicídio cometido no município há exatos dez meses, no dia 19 de janeiro.

A vítima foi morta a tiros e teve o seu corpo encontrado ao lado de um veículo roubado. Segundo as investigações, o motivo do crime seria uma desavença entre membros de um mesmo grupo criminoso.

Os suspeitos, ambos com 24 anos de idade, foram presos temporariamente. O primeiro foi encontrado em sua residência, ao passo que o segundo recebeu voz-de-prisão enquanto cumpria sentença por outro crime, em regime semiaberto.

(Marcello Campos)

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