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Geral Abertura do G20: “O Brasil não aceita que o mundo resolva suas diferenças pela força”, diz o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira

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Essa é a primeira vez, em 15 anos, que um chanceler do Itamaraty é convocado pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara. (Foto: Reprodução)

O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) abriu nessa quarta-feira (21) o encontro de chanceleres do G20, o grupo das maiores economias do mundo. O ministro afirmou que o Brasil não aceita um mundo em que as diferenças sejam resolvidas pela força militar e disse que a ONU (Organização das Nações Unidas) está paralisada.

“Nossas posições sobre os casos ora em discussão no G20, em particular a situação na Ucrânia e na Palestina, são bem conhecidas e foram apresentadas publicamente nos foros apropriados, como o Conselho de Segurança da ONU e a Assembleia Geral da ONU”, disse ele.

Vieira discursou na abertura do evento, que ocorre até esta quinta-feira (22) no Rio de Janeiro.

O ministro também criticou o orçamento militar e comparou com o dinheiro que é gasto com assistência: “Não é minimamente razoável que o mundo ultrapasse – e muito – a marca de US$ 2 trilhões em gastos militares a cada ano. A título de comparação, os programas de ajuda da Assistência Oficial ao Desenvolvimento permanecem estagnados em torno de US$ 60 bilhões por ano – menos de 3% dos gastos militares”.

Faltam ações concretas para resolver problemas de desigualdade e mudanças climáticas, que ameaças existenciais, segundo ele.

Vieira disse que “os casos bem-sucedidos de cooperação pacífica da América Latina, África, Sudeste Asiático e Oceania fazem com que as vozes dessas regiões devam ser ouvidas nos foros relevantes com especial cuidado e atenção”.

No fim pediu, ele pediu para que os países rejeitem publicamente “o uso da força, a intimidação, as sanções unilaterais, a espionagem, a manipulação em massa de mídias sociais e quaisquer outras medidas incompatíveis com o espírito e as regras do multilateralismo como meio de lidar com as relações internacionais”.

A chegada de ministros das Relações Exteriores das maiores economias do mundo coincide com uma crise entre Brasil e Israel. O começo se deu quando o presidente Lula comparou a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, no conflito com o Hamas, ao Holocausto. Israel reagiu, exigiu desculpas e declarou Lula “persona non grata”.

Uma das convidadas no encontro é a ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock. Ela deu uma entrevista e perguntaram a ela o que ela pensa sobre a frase do presidente Lula.

“O Holocausto não pode ser comparado a nada. Seis milhões de judeus que foram mortos pelo meu país, por fascistas na Alemanha, que queriam conscientemente extinguir a vida humana, a vida judaica, não apenas na Alemanha, em toda a Europa”, disse ela. As informações são do portal de notícias G1.

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