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Economia Acionistas celebram reajuste na gasolina, mas temem intervenção na Petrobras

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As ações da Petrobras subiram 3,5% depois dos reajustes. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Petrobras anunciou um reajuste de 18% na gasolina e de quase 25% no diesel que vão fazer a inflação subir ainda mais.

Apesar de instituições financeiras como o Goldman Sachs e o Credit Suisse terem gostado dos reajustes, ambas alertam que preços mais altos indicam um risco maior de intervenção política na petrolífera.

As ações da Petrobras subiram 3,5% depois dos reajustes, mas o Ibovespa caiu 0,23% porque esse reajuste deve acelerar a inflação e fazer com que os juros permaneçam altos.

A partir desta sexta-feira (11), o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.

Para o GLP, o preço médio de venda do GLP da Petrobras, para as distribuidoras foi reajustado em 16,1%, e passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg.

O produto não era reajustado há 152 dias e custa atualmente no País R$ 102,64 o botijão de 13 kg, em média, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Bombas

Vale lembrar que o valor final dos preços dos combustíveis nas bombas depende também de impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores.

Segundo a ANP, o preço médio da gasolina no País ficou em R$ 6,577 na semana encerrada no dia 5. Já o do diesel, em R$ 5,603.

Política de preços

O mercado segue de olho em medidas do governo para conter a alta dos preços dos combustíveis para os consumidores. Sem consenso para a análise, o Senado adiou na quarta-feira (9), pela terceira vez, a votação de dois projetos com o objetivo de conter a alta de preços dos combustíveis.

Desde 2016, a Petrobras passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio.

O presidente Jair Bolsonaro, mirando a campanha à reeleição, tem indicado, porém, que não deve deixar a estatal brasileira repassar integralmente a alta do petróleo no mercado internacional aos preços do mercado interno. Na última segunda (7), ele disse que a paridade da empresa com os preços internacionais “não pode continuar”.

O petróleo Brent, principal referência internacional, já acumula alta de mais de 40% no ano, e chegou a alcançar US$ 139 no início da semana.

De acordo com o sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, mesmo com o novo reajuste, a defasagem ante a paridade de importação ainda é em torno de 20% no preço da gasolina nas refinarias da Petrobras no Brasil e de 19% no diesel.

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