Sábado, 31 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de outubro de 2026
Quanto mais macio e “fofinho”, mais confortável parece ser um travesseiro. Mas a sensação agradável ao deitar nem sempre significa que ele está fazendo bem para a coluna. Segundo ortopedistas, o mais importante não é a maciez em si, mas a capacidade de manter a cabeça alinhada ao restante do corpo durante o sono. Porém, a altura ideal não é igual para todo mundo e depende principalmente da posição em que a pessoa costuma dormir.
A recomendação geral é que o travesseiro mantenha a cabeça alinhada ao restante da coluna, sem deixá-la inclinada para cima ou para baixo.
Quando isso não acontece, podem surgir dores e desconfortos que, ao longo do tempo, favorecem problemas na coluna. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), cerca de 80% das pessoas terão dor nas costas ao longo da vida.
Claro, não dá para colocar a culpa só no travesseiro toda vez que você sentir dor, mas acertar na hora da escolha com certeza ajuda a evitar o problema.
– Existe uma altura ideal para o travesseiro? Não existe um número ou uma conta exata que se possa fazer para encontrar a altura adequada. Ela varia de acordo com a posição em que a pessoa dorme.
“Quem dorme de barriga para cima precisa ficar com o travesseiro mais baixo e quem dorme de lado precisa de um travesseiro mais alto”, afirma Alexandre Fogaça, presidente do Comitê de Coluna da SBOT.
A explicação é simples: o travesseiro deve preencher o espaço entre a cabeça e o colchão sem provocar inclinações excessivas no pescoço, seja por falta ou sobra de altura.
Em seu site, a própria SBOT afirma que a posição mais indicada para dormir é de lado, mantendo a cabeça alinhada com o restante da coluna.
– Como saber se o travesseiro está na altura certa? Segundo Fogaça, a melhor forma de avaliar é observar o alinhamento da coluna durante o sono. “Visualmente, alguém precisa olhar para a sua posição e verificando se a coluna está retificada”, diz o médico.
Esse é o ideal, mas se você não tem como contar com a ajuda de outra pessoa para olhar sua postura, vai ter que ser por tentativa e erro mesmo, avaliando a própria sensação de conforto.
Mas “conforto” não é a mesma coisa que maciez. “Se o travesseiro afunda muito, é necessário avaliar se ele ainda mantém a coluna reta quando a pessoa dorme de lado”, completa Fogaça.
Por isso, pessoas diferentes podem preferir travesseiros mais altos ou mais baixos.
– Dormir sem travesseiro faz mal? Segundo o ortopedista, a ausência do travesseiro pode forçar uma posição inadequada da coluna cervical.
“O que acontece se alguém dorme sem travesseiro? A pessoa fica com a coluna hiperestendida, o que pode gerar dor. A repetição pode levar a um desgaste prematuro das articulações (artrose) e hérnia de disco”, alerta Fogaça.
Se você já tentou solucionar dores no pescoço dormindo sem travesseiro, pode ser que tenha tido uma sensação de alívio no início, mas que, com o tempo, pode se tornar um problema.
“Quem acorda com dor no pescoço pode estar usando um travesseiro inadequado e ter que trocar. Mas um médico nunca vai recomendar dormir sem travesseiro”, ressalta o especialista.
Mas nem toda melhora ou piora dos sintomas está relacionada exclusivamente ao travesseiro.
“Ele não é um fator preponderante, ele é coadjuvante”, diz o ortopedista. “O mais importante é observar o conjunto de hábitos relacionados à saúde da coluna: boa postura, boa alimentação, atividade física adequada, ergonomia do trabalho, de postura da cadeira.”
– Quando trocar o travesseiro? Outra possível causa de dor é a condição do travesseiro. A recomendação é trocar de acordo com as orientações do fabricante sobre o produto. “Travesseiro também tem validade”, diz Fogaça.
Nem toda dor nas costas ou no pescoço exige exames, mas se alguns sintomas aparecerem, pode ser a hora de ir ao médico.
“Tem alguns sinais de alerta: dor noturna, perda de peso, dor nas pernas. Tudo isso deve ser levado a um médico”, recomenda o ortopedista. O tratamento deve considerar todos os hábitos da rotina do paciente. As informações são do portal de notícias G1.
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