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Política Acusado de censura, Supremo do Brasil reage a deputados dos Estados Unidos

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Foram publicadas 88 decisões do ministro Alexandre de Moraes tomadas tanto na Corte máxima quanto no Tribunal Superior Eleitoral.

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Foram publicadas 88 decisões do ministro Alexandre de Moraes tomadas tanto na Corte máxima quanto no Tribunal Superior Eleitoral. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) reagiu à ofensiva da ala republicana do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos, liderado por um deputado de direita, que publicou 88 decisões do ministro Alexandre de Moraes tomadas tanto na Corte máxima quanto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As ordens judiciais determinam a suspensão de perfis, em plataformas digitais, de internautas que atacaram o sistema eleitoral, fizeram apologia aos atentados de 8 de janeiro ou atacaram instituições brasileiras.

Em nota, divulgada pelo Serviço de Comunicação Social, o STF esclareceu que o material vazado se trata de notificação, como se fosse um mandado judicial, enviado às empresas que comandam plataformas, informando decisões a serem cumpridas. Além do X (antigo Twitter), a Meta, dona do Facebook e do WhatsApp, e outras companhias foram notificadas.

“Todas as decisões tomadas pelo STF são fundamentadas, como prevê a Constituição, e as partes, as pessoas afetadas, têm acesso à fundamentação”, diz a nota. A Corte usou a analogia com um mandado de prisão, e apontou que o material divulgado são ofícios, e não as decisões. Só determinam o cumprimento da medida judicial, sem com isso quebrar o sigilo dos processos.

Os despachos fazem parte do inquérito das milícias digitais, que apura fake news, ameaças e discursos de ódio contra o Supremo, o Congresso e demais instituições do país. No entanto, foram obtidos pela Câmara dos Estados Unidos por meio de uma requisição feita ao X.

O mesmo comitê também solicitou informações sobre o caso para o Poder Executivo norte-americano, e o relatório divulgado acusa o presidente Joe Biden e seu governo de “se omitir mediante atos de censura praticados em solo brasileiro”.

Após a nota do Supremo, o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, disse não ver “problema nenhum” na divulgação. “Isso é um problema interno dos Estados Unidos”, frisou, ao ser questionado por jornalistas, na abertura da exposição que marca os 64 anos da transferência da Corte para Brasília.

O relatório do parlamento norte-americano traz o título: O ataque à liberdade de expressão no exterior e o silêncio da administração Biden: o caso do Brasil.

A ação ganhou força depois de o bilionário sul-africano Elon Musk, dono do X, ameaçar descumprir as ordens do STF, acusando Moraes de censura. O magistrado reagiu incluindo o empresário no inquérito das milícias digitais.

Apesar das ameaças, porém, Musk não descumpriu as determinações, e, em petição protocolada no Supremo, os advogados da empresa afirmaram que as decisões da Justiça brasileira estão sendo cumpridas e continuarão sendo respeitadas pela companhia.

Musk também ameaçou reativar os perfis que foram suspensos por ordem do magistrado e fez diversos ataques a Moraes por meio de seu perfil na plataforma. Na semana passada, o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, afirmou que “considera esse assunto encerrado”, em relação aos ataques de Musk, e frisou que qualquer resposta a partir dali deveria ocorrer no âmbito do processo.

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2 Comentários
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Eloa Guterres Dos Santos Guterres Dos Santos
20 de abril de 2024 12:14

Não faltava mais nada , os Estados Unidos ma dar no Brasil ! Espero que tenham resposta a altura que essa gentalha merecem.

Cezar Roldão Schuaste
20 de abril de 2024 12:43

A constituição de 1988 está sendo descumprida desde o impichiment da Dilma, e a censura foi só para a direita escancaradamente, Bolsonaro podiam chama-lo de tudo, emquanto de Lula foi proibido até de dizer que é amigo de Madura. A verdade vem….

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