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Brasil Advogadas fazem força-tarefa contra textos falsos sobre a vereadora Marielle Franco na internet

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Vereadora foi morta a tiros no Centro do Rio. (Foto: Renan Olaz/Câmara do Rio)

A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, na última quarta-feira (14), no Centro do Rio de Janeiro, desencadeou homenagens emocionadas em redes sociais, mas também posts e textos que criticam a atuação de Marielle como ativista de direitos humanos e até informações falsas que a vinculam ao tráfico de drogas.

Por isso, um grupo de advogadas começou na última quinta-feira (15) a rastrear o material calunioso e já recebeu mais de 2 mil denúncias por e-mail. O objetivo é enviar todos os casos com autores identificados para investigação na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática da Polícia Civil ou para retratação pública na Justiça.

Segundo Tarcísio Motta, vereador e colega de Marielle na bancada do PSOL na Câmara do Rio, é necessário responsabilizar os que estão propagando discurso de ódio e reproduzindo ou criando notícias falsas que atentem contra a honra da ex-vereadora. As denúncias podem ser recebidas no e-mail: contato@ejsadvogadas.com.br.

“O objetivo é que a gente consiga processar todos que tiverem cometido de fato difamação, calúnia, para que essas pessoas possam se retratar. Que a gente não deixe que a memória da Marielle, no sentido da execução deste crime político, seja invertida para algo absurdo como esse ódio destilado na internet está tentando fazer com ela agora”, afirmou o vereador.

Tarcísio se emocionou ao lembrar de quando dividiu a campanha para vereador em 2016 com Marielle, a quem chamou de “amiga-irmã”. Os dois terminaram eleitos. “Nós disputávamos a mesma vaga, dividimos a mesma banquinha, o mesmo comitê de campanha, porque não tínhamos muito dinheiro e porque precisávamos ajudar um ao outro.”

Outro veículo

A polícia investiga a participação de um segundo carro no crime que resultou na morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo os investigadores, o veículo daria cobertura aos assassinos e esteve na porta da casa, por duas horas, onde a vereadora participou de um encontro contra o racismo, na Lapa, na capital fluminense. Os policiais conseguiram identificar a placa do carro. As imagens não foram divulgadas.

A polícia coletou informações no local do crime e com testemunhas, como uma assessora de Marielle que também estava no carro e não foi atingida pelos tiros. A vereadora foi morta a tiros dentro de um carro na rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio, por volta das 21h30min de quarta-feira. Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é execução, pois os criminosos fugiram sem roubar nada.

A Polícia Civil acredita que os assassinos seguiram a vereadora desde o momento em que ela saiu do evento onde estava na Lapa, na noite de quarta-feira. Nessa hipótese, o carro dela foi perseguido por cerca de 4 quilômetros. Segundo a investigação, Marielle não tinha o hábito de andar no banco de trás do veículo, que tem filme escuro nos vidros. Na noite de quarta, no entanto, ela estava no banco traseiro quando o crime ocorreu, o que seria mais uma prova de que os assassinos estavam observando a vítima há algum tempo.

Conforme a polícia, os disparos foram efetuados a cerca de dois metros do carro das vítimas, quando um outro automóvel, um Cobalt prata, emparelhou. A perícia constatou que os tiros entraram pela parte traseira do lado do carona, onde Marielle estava sentada, e três disparos acabaram atingindo o motorista. De acordo com a Divisão de Homicídios, o atirador seria experiente.

Os assassinos usaram uma arma calibre 9 milímetros para executar o crime. A perícia encontrou nove cápsulas de tiros no local. Policiais da Divisão de Homicídios fazem diligência nas ruas em busca de imagens de câmeras de segurança.

 

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