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Brasil Advogado de dono da JBS entregará à PGR pen drive usado para gravar Temer

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STF acolheu pedido do presidente e determinou que áudios fossem periciados. (Foto: AG)

O advogado Francisco de Assis e Silva, coordenador das delações dos executivos da J&F (holding que controla a JBS), deve entregar até amanhã (23) à Procuradoria-Geral da República o pen-drive usado pelo empresário Joesley Batista para gravar uma conversa com o presidente Michel Temer em 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu. O equipamento deverá ser periciado pelo INC (Instituto Nacional de Criminalística) como um elemento extra na análise sobre a autenticidade da conversa.

A partir do conteúdo do diálogo, de depoimentos de Batista e de resultado de ação controlada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu abertura de inquérito para investigar o presidente por corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa.

“(O pen drive) está em um local muito seguro e será entregue para a pessoa (da Procuradoria-Geral) no momento e na hora segura, muito antes do julgamento do STF”, disse Assis.

No sábado, o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, acolheu um pedido de Temer e determinou que as gravações, uma das peças do inquérito sobre presidente, fossem periciadas. Temer levantou a suspeita de que os diálogos foram editados para prejudicá-lo. O presidente não nega, no entanto, o conteúdo da conversa.

Logo depois de receber a ordem do STF, os peritos responsáveis pela análise do material pediram que, além dos áudios, fossem remetidos para exame também o pen drive usado por Batista na gravação.

Para o INC, a perícia sobre o equipamento deverá complementar a análise sobre os áudios, já em poder dos peritos desde ontem. O perito André Morrison, um dos diretores da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, disse que a análise sobre o pen drive é importante, mas não é essencial para a conclusão da perícia que os colegas estão fazendo sobre a autenticidade do áudio. Morrison fala com a autoridade de ex-chefe do setor responsável pela perícia de audiovisual do INC.

“Mesmo sem o gravador (o pen drive) é possível fazer a perícia. O gravador seria importante para dizer se determinado evento acústico (ruídos, falhas nos sons, etc) se devem ou não a características naturais do equipamento. Mas a perícia sobre o gravador não é fundamental”, afirmou. (AG)

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