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Geral Ex-advogados de Donald Trump se declaram culpados em caso de fraude eleitoral

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Em recentes pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Donald Trump está à frente de Joe Biden. (Foto: Reprodução)

Nos últimos dias, duas pessoas que trabalharam como advogados para o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump após as eleições de 2020 se declararam culpadas na Justiça de tentar reverter ilegalmente o resultado daquela votação.

Na sexta-feira (20), o advogado Kenneth Chesebro, que defendeu os interesses de Trump, se declarou culpado em um processo criminal que tramita no estado da Georgia. Ele vai ficar cinco anos em liberdade condicional e precisará pagar restituição de US$ 5.000 para a Justiça.

Chesebro, de 62 anos, foi acusado formalmente neste Estado do sul dos EUA em agosto, junto ao ex-presidente republicano (2017-2021) e outras 17 pessoas.

O advogado foi acusado de orquestrar um plano para apresentar uma lista de eleitores falsos ao Congresso em uma tentativa de bloquear a confirmação da vitória do democrata Joe Biden sobre Trump em 2020.

A seleção do júri para o seu julgamento começou na sexta-feira, em um tribunal no condado de Fulton, Atlanta, mas foi interrompida abruptamente depois que Chesebro chegou a um acordo surpresa de última hora com os promotores.

Ele recebeu sete acusações, incluindo extorsão (um crime grave que pode levar a pena de prisão), bem como conspiração para cometer falsificação e conspiração para apresentar documentos falsos – acusação da qual se declarou culpado em troca de uma sentença de liberdade condicional e da retirada das demais denúncias.

Na quinta-feira, uma outra advogada que trabalhou como defensora de Trump, Sidney Powell, também se declarou culpada.

Powell se declarou culpada de seis acusações de conspiração para cometer interferência intencionalmente no processo eleitoral e concordou em testemunhar contra o ex-presidente norte-americano e outros corréus no caso, se solicitada.

A advogada admitiu ter conspirado para acessar ilegalmente máquinas eleitorais seguras na zona rural do condado de Coffee, no sudeste da Geórgia, em janeiro de 2021. O acordo de confissão prevê que ela seja condenada a seis anos de liberdade condicional.

Powell representou Trump após a eleição presidencial de 2020 e ajudou a divulgar as falsas alegações de que a eleição havia sido marcada por fraude eleitoral generalizada após a vitória do democrata Joe Biden.

Eles confessaram o crime de protocolar documentos falsos na Justiça. O julgamento dos dois estava marcado para começar na próxima segunda-feira. Chesebro vai testemunhar contra Trump e outros 15 réus no caso.

Esse é o processo que tramita na Justiça do estado da Geórgia. Além desse, há quatro outros processos criminais que Trump enfrenta.

Além destes dois advogados, um primeiro acusado, Scott Hall, já havia se declarado culpado neste caso em 29 de setembro.

Trump, que se apresenta como candidato para as eleições de 2024, também será julgado no tribunal federal de Washington a partir de 4 de março por tentativa de manipulação dos resultados da eleição de 2020.

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