Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de junho de 2017
O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) começou o ano de 2015 como aquele que quase chegou à Presidência da República e quase ter derrotado o PT na disputa presidencial de 2014. Ele chega, agora, em junho de 2017, obrigado a responder à denuncia oferecida pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por corrupção passiva e obstrução de Justiça.
De “grande líder” do maior partido que fez oposição ao PT – e que agora dá sustentação a Temer -, o senador pode ser obrigado a deixar definitivamente a presidência do PSDB. E corre o risco até de ver correligionários pedirem seu afastamento do partido.
O relator do caso é o ministro Marco Aurélio Melo e, com isso, o caso de Aécio deverá ser analisado na primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal), formada pelos ministros Luis Roberto Barroso, Luis Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes. Com exceção de Moraes, que demonstrou seu estilo ao pedir vista do voto de Barroso sobre prerrogativa de foro, os demais ministros são menos afeitos às questões políticas.
A denúncia oferecida pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, acende, também, um sinal de alerta no Palácio do Planalto. Isso porque, no entendimento de assessores do Planalto, seria uma forma de “abrir caminho” para uma denúncia do PGR também contra o presidente Temer.
Para o PSDB é um grande complicador.
O partido já estava discutindo internamente, e bem dividido, se deveria deixar o governo Temer ou não. Pelo menos dois ministros querem permanecer, como Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo).
Mas a bancada na Câmara, majoritariamente, indica que pretende se afastar – defesa que vem sendo feita pelos chamados “cabeças-pretas”, deputados mais jovens que estão de olho no discurso do partido e nas eleições do ano que vem. (Cristiana Lôbo/AG)
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