Quarta-feira, 08 de julho de 2026

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Acontece Aeroporto de Vila Oliva: promessa de transformação logística na Serra Gaúcha

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O projeto prevê pista de 1.930 metros por 45 metros, pátio de aeronaves de 31 mil m² e estacionamento para 500 veículos, com investimento inicial de R$ 200 milhões do PAC, dos quais R$ 50 milhões já estão disponíveis.

Foto: Ricardo Rech

 

O contrato assinado entre a Prefeitura de Caxias do Sul e o Consórcio Serra Gaúcha – Vila Oliva inaugura uma etapa decisiva para o futuro da infraestrutura aérea regional. A primeira reunião presencial, em 8 de julho, estabeleceu o início da definição do cronograma de obras da primeira fase, com prazo de 36 meses para entrega.

O secretário de Planejamento de Caxias do Sul, Antonio Feldmann, enfatizou: “Queremos, desde o início, uma relação próxima e transparente com o consórcio, para que o processo avance com rigor e rapidez, garantindo a entrega dentro do prazo.” O prefeito Adiló Didomenico reforçou o caráter histórico: “É um passo firme para que a região tenha um aeroporto capaz de receber aeronaves de grande porte e fortalecer turismo, indústria e agronegócio.”

O projeto prevê pista de 1.930 metros por 45 metros, pátio de aeronaves de 31 mil m² e estacionamento para 500 veículos, com investimento inicial de R$ 200 milhões do PAC, dos quais R$ 50 milhões já estão disponíveis. O consórcio deve apresentar plano de execução em até 15 dias e projeto executivo em dois meses, etapas que podem ocorrer paralelamente ao início das obras.

Mais do que infraestrutura, Vila Oliva foi concebido como hub regional, com capacidade futura de até 2 milhões de passageiros/ano. A estratégia complementa o Aeroporto Hugo Cantergiani, limitado por localização urbana e pista menor, e reposiciona a Serra Gaúcha no mapa logístico do Rio Grande do Sul.

Análise Econômica

O empreendimento é vetor de desenvolvimento com impacto direto em logística, exportações e atração de investimentos. A Serra Gaúcha, tradicionalmente associada ao turismo e à indústria metalmecânica, passa a contar com infraestrutura aérea capaz de ampliar sua competitividade em escala nacional e internacional.

O desafio, contudo, está na execução: cronogramas apertados, necessidade de articulação entre diferentes esferas de governo e a garantia de que os recursos federais sejam liberados conforme previsto. Se bem conduzido, o aeroporto poderá consolidar a região como polo logístico e turístico, ampliando a capacidade de competir em mercados globais.( Gisele Flores – gisele@pampa.com.br).

 

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