Quarta-feira, 08 de Julho de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
14°
Cloudy

Brasil A Agência Nacional de Aviação Civil e as companhias aéreas devem satisfação por “fraude” na cobrança de bagagens

Compartilhe esta notícia:

Em todo o ano de 2017, preço médio do bilhete aéreo ficou em R$ 357,16, o menor desde 2011. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Autora do requerimento de audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) para debater a política de cobrança de bagagens despachadas no transporte aéreo, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) afirmou que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e as empresas do setor devem explicações à sociedade.

A CAE aprovou o requerimento, e a data da audiência pública deve ser definida nos próximos dias.

Em entrevista nesta quarta-feira (8) à Rádio Senado, a senadora disse que a resolução da Anac que autorizou a cobrança de bagagens despachadas, ao contrário do que foi prometido, não resultou em redução nos preços das passagens.

Ela citou pesquisas que apontam um aumento de cerca de 20% no valor do bilhete aéreo desde que a resolução entrou em vigor. “Estamos diante de uma fraude, de uma situação que foi prometida e que não foi entregue”, afirmou.

Simone Tebet também defendeu a aprovação do projeto que susta a cobrança das bagagens despachadas. O projeto foi aprovado pelo Senado no final do ano passado e aguarda deliberação da Câmara dos Deputados.

Cobrança

As principais aéreas do país (Azul, Gol e Latam) passaram, em junho, a cobrar pelas bagagens despachadas.

Em todas as companhias aéreas que anunciaram as mudanças, a cobrança por bagagem despachada em voos nacionais passa a ser de 30 reais. Contudo, este valor vale para quem paga pela taxa na hora da compra da passagem aérea. Caso o viajante deixe para pagar a tarifa no aeroporto, o valor pode aumentar para até 120 reais na Gol. Na Latam, pode custar até 80 reais.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

O governo federal decide mudar três pontos na reforma da Previdência, mas mantém a idade mínima
Nova lei prevê a flexibilidade para a compensação da jornada de trabalho. Veja as alterações e possibilidades
Deixe seu comentário
Pode te interessar