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Brasil Agora preso, Michel Temer foi o 37º presidente da República do Brasil. Ele assumiu o cargo após o impeachment de Dilma Rousseff

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Temer chegou à Presidência em meio a uma grave crise econômica no País e afirmou, no ato de posse, que seu governo haveria de ser um governo reformista. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Michel Temer (MDB) foi o 37º presidente da República do Brasil. Ele assumiu o cargo em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff e ficou até o final do mandato até dezembro de 2018.

Trajetória

O governo Michel Temer teve início no dia 12 de maio de 2016, quando o vice-presidente da República, Michel Temer, assumiu interinamente o cargo de presidente da república, após o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff, em consequência da aceitação do processo de impeachment pelo Senado Federal. Temer chegou à presidência em meio a uma grave crise econômica no País e afirmou, no ato de posse, que seu governo haveria de ser um governo reformista.

Foram trazidas à tona diversas propostas econômicas, como o controle dos gastos públicos, por intermédio da já aprovada PEC 55, que impõe limites a gastos futuros do governo federal; uma reforma trabalhista, já aprovada; a liberação da terceirização para atividades-fim, com a Lei da Terceirização; e a reforma da previdência, que o governo não conseguiu levar adiante. Por outro lado, houve também mudanças no campo social, como a conclusão e inauguração de parte da obra de transposição do rio São Francisco, e no campo da educação, com a reforma do ensino médio, entre outras.

Desde a ascensão de Temer ao Planalto, o envolvimento de aliados, ministros e do próprio presidente em escândalos de corrupção causa polêmicas. Mesmo assim, o governo vem conseguindo manter uma base sólida no Congresso, o que tem possibilitado a aprovação de reformas “necessárias para estimular o crescimento econômico”, segundo o peemedebista. O governo Temer, contudo, tem sido acusado por entidades e especialistas de retrocessos, notadamente nas área social e ambiental e também na condução das questões indígenas. Segundo pesquisas de opinião de institutos distintos, o governo tem a menor aprovação popular da história no País.

Nos dois anos de governo, segundo dados do Banco Central, do IBGE (Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Caged e da Bolsa de Valores de São Paulo, o governo reduziu a taxa de juros de 14,25% para 6,50% ao ano; a inflação saiu de 9,32% para 2,76%; a taxa de desemprego de 11,2% para 13,1%; o dólar subiu de 3,47 para 3,60 e o índice Bovespa subiu de 48.471 pontos para 85.190 pontos.

Temer aproveitou da melhoria dos índices da economia de seu governo para gravar um vídeo falando de boas notícias na economia e comparando os dados econômicos do governo Dilma. “Com estes recursos, o governo fecha as contas de 2018 e garante o cumprimento da chamada regra de ouro”, disse Temer, acrescentando que “a Petrobras atingiu o maior valor de mercado da sua história, R$ 312,5 bilhões” e que o Brasil “foi considerado por 2.500 altos executivos de todo o mundo o segundo principal destino de investimentos externos dos principais setores industriais”. Temer ainda afirmou que em 2017, os Correios tiveram um lucro de 667 milhões de reais. “Este, aliás, é o primeiro lucro desde 2013, quando a companhia começou a registrar prejuízos seguidos até 2016”, destacou o ex-presidente.

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