Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A Polícia Federal concluiu que o agressor de Bolsonaro agiu sozinho no momento do crime e teve motivação política

Compartilhe esta notícia:

Diagnóstico anterior apontou que Adélio Bispo sofre de "transtorno delirante grave". (Foto: Reprodução)

Adélio Bispo de Oliveira, agressor do candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. O inquérito da PF (Polícia Federal), concluído nessa sexta-feira, afirma que ele agiu sozinho no momento do ataque e que a motivação “foi indubitavelmente política”. Um segundo inquérito foi aberto para dar continuidade às apurações.

“No que tange à participação ou coautoria no local do evento, a partir de evidência colhidas, descarta-se o envolvimento de terceiros”, aponta o inquérito.

O ataque contra Bolsonaro aconteceu no dia 6 de setembro, quando o presidenciável participava de um ato de campanha, em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais. O agressor foi preso em flagrante logo após o atentando e confessou a autoria do crime nas três ocasiões em que foi ouvido pela Polícia Federal.

Foram verificados mais de 250 gigabytes de informações em mídias, incluindo dados de celulares e do notebook do suspeito, assim como cerca de 600 documentos. A PF ainda teve acesso a mais de 6 mil mensagens instantâneas e 1.060 e-mails, que seguirão sendo analisados no segundo inquérito. Ainda há necessidade de novas quebras de, pelo menos, outros seis e-mails e três telefones usados pelo investigado.

Fotos dos locais

A investigação da Polícia Federal é coordenada pelo delegado Rodrigo Morais. Segundo a PF, antes do atentando, o investigado fotografou locais em que Bolsonaro estaria em Juiz de Fora, como a Câmara Municipal, e também um outdoor que anunciava a presença de Bolsonaro na cidade. Em outras fotos encontradas no celular de Adélio Bispo de Oliveira, “restou evidenciado que esteve acompanhando o presidenciável Jair Messias Bolsonaro durante todo o dia, tendo tido, inclusive, acesso a ao hotel em que estava programado um almoço com empresários”.

“Configuram-se, portanto, indubitavelmente, indícios robustos de que houve uma decisão prévia, reflexiva e arquitetada, por parte de Adélio Bispo de Oliveira para atentar contra a vida do candidato”, diz a PF. No computador, havia “arquivos relacionados a contatos de pessoas, partidos e organizações afinadas com a ideologia de esquerda”.

De acordo com a PF, outros eventos da vida pretérita levantam suspeitas quanto ao planejamento do crime. Entre eles, está o cadastro em uma escola de tiro, em Florianópolis (SC), frequentada por Carlos Bolsonaro. Segundo um dos depoimentos, no último dia de curso, o filho do candidato teria chegado à cidade. “Neste dia, (…) Adélio Bispo de Oliveira teria demonstrado comportamento estranho, sempre olhando para a porta, entre outras reações não usuais”, afirma o depoimento. A polícia informou que este episódio será aprofundado no outro inquérito.

“A escolha da arma do crime, por sua vez, pode ser atribuída a uma facilidade com o manejo de facas, uma vez que trabalhou com o uso desta ferramenta em açougue e em restaurantes”, conclui a polícia.

Durante as apurações, o sigilo bancário de Adélio Bispo de Oliveira também foi quebrado, mas os dados analisados “não trouxeram indicativos de aportes de recursos de suspeitos”.

A Polícia Federal chegou a colher depoimentos de possíveis outros envolvidos no crime, mas a participação no atentado não foi comprovada. Um deles é um homem que, segundo um colaborador da segurança de Bolsonaro, estaria com o agressor momentos antes do ataque e que teria comemorado após o crime. Entretanto, durante a investigação, segundo a PF, não foi possível apontar qualquer relação, vínculo ou conexão entre eles.

A hipótese de que uma mulher de óculos escuros teria repassado a faca usada no crime para um homem que, por sua vez, teria dado o objeto ao investigado também não foi constatada. De acordo com o inquérito, surgiram ainda várias postagens inverídicas em redes sociais, apontando outros manifestantes como coatores. Algumas pessoas, inclusive, foram espontaneamente à PF para prestar esclarecimentos e até registrar ocorrência porque passaram a ser insultados e ameaçados na internet.

O envolvimento de outras pessoas fora do local do crime ainda é apurado. “Impõe-se o prosseguimento da investigação com todos os recursos e meios disponíveis pelo estado, a fim de identificar eventuais pessoas ou grupos criminosos que possam supostamente ter atuado como mandantes, colaboradores materiais ou mesmo instigando ou induzindo o autor”. Por isso, nesta semana, o novo inquérito foi instaurado para dar prosseguimento as investigações. Segundo a polícia, a pena para o crime pelo qual Adélio Bispo de Oliveira foi indiciado é de três a dez anos de prisão e, em caso de lesão corporal grave, pode ser aumentada até o dobro.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“Gases não podem parar um chefe de Estado”, disse Janaína Paschoal sobre Bolsonaro
Falha de segurança já afetou 50 milhões de contas no Facebook. Entenda o problema de segurança e saiba como se proteger
Pode te interessar