Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de fevereiro de 2016
A quantidade de veranistas no Litoral Norte Gaúcho tornou movimentado o verão em 2016. Mas além dos banhistas, outras presenças lotaram as praias. As águas-vivas, que tiraram o sossego de quem queria aproveitar o mar. Bastava alguns minutos dentro d’água para sentir as ardências causadas pelo animal. Só de encostar os tentáculos levemente, a toxina já causa reações, como explica a Professora Dra. do Departamento de Zoologia/IB/Ufrgs, Carla Penna Ozorio.
Ao contrário do que todas as pessoas comentam, não foi o número de águas-vivas que aumentou nos balneários, e sim, o número de veranistas, resultando em maiores números de incidências. “Elas aparecem mais no verão, pois é a época de águas quentes na costa gaúcha. Isso é normal aqui no Estado”, explica Carla.
Espécies do Litoral Gaúcho
Neste ano, uma espécie apareceu com mais frequência Litoral Gaúcho, a Olindias sambaquiensis. Esse tipo de água-viva resulta em uma queimadura não tão dolorida quanto a Caravela (Physalia physalis), que em anos anteriores, já se fez muito presente nos balneários do Rio Grande do Sul. Mas mesmo assim, a Olindias, apelidada de reloginho pelos biólogos do Ceclimar (Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos do RS), foi a vilã do verão 2016, tornando comum a reclamação de adultos e de crianças. Na areia, é comum encontrar a espécie Lychnorhiza lucerna, que não costuma oferecer perigo de queimaduras.
O Ceclimar possui um projeto inacabado sobre as aparições de águas-vivas no RS, mas mesmo assim, em 2015 realizou uma ação em parceria com a Secretaria Estadual da Saúde. Foram entregues folders que apresentavam as espécies mais comuns do animal no Estado e os perigos oferecidos por cada uma.
A Operação Golfinho aderiu a bandeira roxa que indica “Infestação de Águas-Vivas” para manter alerta o banhista. Mas o problema para os veranistas é que ela ficou hasteada durante o verão inteiro.
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