Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Ainda existem seis mil brasileiros no exterior que pediram ajuda às embaixadas e aguardam posição do governo federal para retornar ao País

Compartilhe esta notícia:

Negociações para convencer Caracas a autorizar a operação prosseguirão até sexta-feira. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Ainda existem seis mil brasileiros no exterior que pediram ajuda às embaixadas e aguardam posição do governo federal para retornar ao País. O número é do Itamaraty, responsável por providenciar a volta dessas pessoas em meio ao fechamento de aeroportos e limitações de voos pelo mundo por conta do novo coronavírus.

O jornal O Estado de S. Paulo conversou com brasileiros que enfrentam essa situação. “O clima é de pavor”, conta a jornalista Bia Campilongo, que tenta deixar a Itália. O guia turístico Adriano Leal está em um hostel na Tailândia e divide um quarto pequeno com oito desconhecidos: “Vivo de doações. Aqui é impossível me proteger contra o coronavírus”, relata.

As dificuldades enfrentadas aumentam a cada dia à medida que o sistema de saúde das cidades entra em colapso. A superlotação de hospitais, o aumento no número de mortos e a dificuldade da população local sair para fazer compras expõe ainda mais os estrangeiros.

Bia Campilongo, 26 anos, jornalista, está em Lecce, no sul da Itália, e já teve quatro voos cancelados na tentativa de voltar ao Brasil. “São mais de 10 mil reais presos em passagens aéreas”, revela. Hospedada em um apartamento, ela perdeu a conta do número de vezes que pediu ajuda para a embaixada brasileira. “A resposta deles é apenas de pedir para que a gente preencha infinitos formulários. Continuamos cobrando e nada.”

A Itália é um dos epicentros do coronavírus e já teve mais de 17 mil mortes por causa da covid-19. Bia está em um grupo de whatsapp que conta com outros 47 brasileiros que tentam voltar do país europeu. “O clima aqui é de pavor. As poucas pessoas na rua só andam de máscara e luvas. Tem mercado em que é proibido entrar sem luvas e máscara. As filas são imensas porque tem de respeitar a distância mínima e tem um segurança controlando de quantas pessoas entram por vez dentro do mercado.”

“Está tudo fechado. A polícia está em todo lugar, checando um por um para verificar a autorização para sair de casa. Pra mim é muito complicado porque não falo italiano e as pessoas logo se assustam quando sabem que sou estrangeira. Aqui os policiais não falam inglês e percebem que não sou daqui, ficam nervosos, sem entender o que estou fazendo na rua, me pedindo para ir pra casa. A comunicação é difícil até pra explicar quando estou a caminho do mercado. Se não justificar a saída, leva multa.”

Adriano Leal está em: Bangcoc, Tailândia. Adriano é guia turístico e ficou sem trabalho por causa da pandemia. Ele conta que seu “carro-chefe era levar grupos de estrangeiros” para conhecer atrações turísticas. Ele ficou isolado na Tailândia e também comentou sobre o olhar desconfiado da população local para estrangeiros.

“Perdi o trabalho, toda a minha fonte de renda, e consegui chegar em Bangcoc. Minha intenção era ir para Luxemburgo e tentar trabalhar por lá. Mas minha passagem foi cancelada, não tive mais respostas. Estou vivendo de doações”, contou. Adriano buscou o consulado brasileiro para ser repatriado e voltar para sua cidade natal, Vitória da Conquista, na Bahia. “O consulado só manda informações rasas. É o mesmo comunicado de sempre, de maneiras diferentes para escrever: ‘não temos ideias de quando vocês vão voltar'”.

São 238 brasileiros listados pela embaixada que tentam voltar da Tailândia. Adriano divide um quarto de hostel com oito pessoas. Eles dormem em beliches apertados com um plástico vermelho cobrindo cada beliche para tentar diminuir o risco de contaminação. “O lugar também está infestado de baratas. Não durmo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O governador gaúcho reduzirá o próprio salário em 30% nos próximos três meses. Secretários estaduais farão o mesmo
Nova-iorquinos descartam luvas e máscaras nas ruas e aumentam o risco de contaminação
Pode te interessar