Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Ala do Supremo defende julgamento este ano da lei que pode reduzir tempo de prisão de Bolsonaro

Compartilhe esta notícia:

Alguns ministros veem lei que reduz tempo de pena uma alternativa à revisão criminal de Bolsonaro. (Foto: Terdag Media)

Uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defende o julgamento ainda neste ano das ações que discutem a constitucionalidade da Lei da Dosimetria, que pode reduzir o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe no ano passado. A avaliação desses integrantes da Corte é a de que o presidente do tribunal, Edson Fachin, não deverá criar obstáculos à inclusão do processo na pauta caso o relator, Alexandre de Moraes, libere o caso para julgamento.

O entendimento dessa ala é que o julgamento pode representar uma saída institucional para a situação de Bolsonaro, ao permitir uma eventual redução do tempo de cumprimento da pena sem a necessidade de anular a condenação imposta ao ex-presidente pela tentativa de golpe de Estado. A percepção entre esses ministros é que, superado o período eleitoral, há espaço para que o Supremo enfrente a discussão antes do recesso do Judiciário, em dezembro.

Ministros ouvidos em caráter reservado avaliam que a análise da Lei da Dosimetria pode ser um caminho mais viável do que a revisão criminal apresentada pela defesa de Bolsonaro, cuja possibilidade de prosperar é considerada reduzida por parte dos integrantes do tribunal. A leitura é que não há, neste momento, sinais de uma maioria disposta a rever a condenação do ex-presidente.

A discussão também ocorre em meio às preocupações com a relação entre o Supremo e o Congresso Nacional após as eleições. Uma ala da Corte considera que a definição sobre a legislação pode contribuir para diminuir a pressão política sobre o tribunal, especialmente diante da nova composição do Senado, que terá uma presença expressiva de parlamentares críticos ao STF.

Esses ministros ponderam, porém, que a análise da lei não significa necessariamente uma decisão favorável a Bolsonaro. A expectativa é que o plenário examine a constitucionalidade das mudanças aprovadas pelo Congresso e, caso considere a legislação válida, defina os parâmetros para sua aplicação aos condenados pelos atos golpistas.

Entenda a lei em debate

A Lei da Dosimetria foi aprovada pelo Congresso para alterar critérios de cálculo e cumprimento de penas, incluindo aquelas relacionadas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito. O texto foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o veto acabou derrubado pelos parlamentares.

Em maio, após ser provocado por partidos políticos que apontam ilegalidades na tramitação do texto no Congresso, Moraes suspendeu a aplicação da legislação até que o plenário do Supremo decida sobre sua constitucionalidade. As ações já receberam manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que em junho se posicionou contra a suspensão provisória da norma.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, as críticas de que a lei teria sido elaborada especificamente para beneficiar condenados pelos atos do 8 de Janeiro não demonstram “desvio de finalidade suficiente” para justificar a suspensão imediata da lei.

A eventual validação da lei pode beneficiar Bolsonaro e outros condenados pelos atos relacionados à tentativa de golpe. Uma das principais mudanças impede a soma das penas pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito quando praticados no mesmo contexto, além de estabelecer regras mais favoráveis para a progressão de regime.

No caso de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por participar da trama golpista após as eleições de 2022, a aplicação das novas regras poderia reduzir significativamente o período de cumprimento da pena em regime fechado. Isso, no entanto, não significaria a anulação da condenação nem o restabelecimento de seus direitos políticos.

Pelos cálculos apresentados durante a tramitação da Lei da Dosimetria no Congresso, a aplicação das novas regras poderia reduzir de 27 anos e três meses para cerca de 22 anos a pena total de Bolsonaro. O impacto mais significativo, porém, seria sobre o tempo necessário para a progressão de regime.

Segundo as estimativas, o período mínimo cairia de cinco anos e 11 meses para três anos e três meses, podendo chegar a dois anos e dois meses com a aplicação dos benefícios de remição por trabalho ou estudo. Nesse cenário, considerando que o ex-presidente começou a cumprir pena em novembro de 2025, ele poderia passar ao regime semiaberto no início de 2028. (Com informações do jornal O Globo)

tags: Política

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Lula avalia dar ministério ao PT de Minas Geras após ganhar de Flávio Bolsonaro no Estado
Conta de luz não aumentará em novembro
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x