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Política Geraldo Alckmin recebe relatório de impactos da pandemia na educação

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Material visa a auxiliar o futuro governo Lula, que assume em 2023, a recuperar o déficit educacional surgido na pandemia

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Material visa a auxiliar o futuro governo Lula, que assume em 2023, a recuperar o déficit educacional surgido na pandemia. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O vice-presidente da República eleito, Geraldo Alckmin, recebeu, nesta quinta-feira (8), dos senadores Flávio Arns (Podemos-PR) e Marcelo Castro (MDB-PI), um relatório sobre os impactos da pandemia na educação. O material – com 240 páginas – visa a auxiliar o futuro governo Lula, que assume em 2023, a recuperar o déficit educacional surgido na pandemia. O relatório foi aprovado também nesta quinta-feira pela Subcomissão Temporária para Acompanhamento da Educação na Pandemia, presidida por Arns.

O relatório final traz 30 recomendações construídas a partir de 20 audiências públicas, realizadas ao longo de mais de um ano com a participação de representantes do governo e de instituições públicas e privadas ligadas à educação, além de professores, economistas, trabalhadores e membros de entidades organizadas da sociedade civil.

“Essas 30 recomendações podem constituir uma agenda estratégica da educação, e o vice-presidente eleito recebeu essas recomendações como um subsídio do Senado para a organização desse novo período da educação”, disse Arns após o encontro. Alckmin, por sua vez, agradeceu o esforço dos senadores. Ele é o coordenador dos trabalhos da equipe de transição de governo.

Efeitos da pandemia

“Tivemos uma perda grande durante a pandemia. Dois anos, muitas escolas fechadas durante um período longo, dificuldade de conectividade em muitas regiões e uma perda educacional. Mas o trabalho [do relatório], além do diagnóstico, traz propostas muito efetivas para recuperação, reforço e rápida recuperação dos nossos alunos no Brasil todo e muito focado na educação básica”, disse o vice-presidente eleito, que classificou o documento de “belíssimo trabalho”.

Entre as principais sugestões está a recomposição do orçamento da educação básica pelos ministérios da Educação e da Economia. Esse orçamento sofreu cortes nos últimos anos. O documento também recomenda o apoio a programas que possibilitem a melhoria na infraestrutura e na conectividade das escolas, além da aprovação de projetos de lei pelo Congresso Nacional.

Outra recomendação feita é o apoio a redes estaduais, municipais e do Distrito Federal na adoção de metodologias de programas desenvolvidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Busca Ativa Escolar, Trajetórias de Sucesso Escolar e Educação que Protege, como forma de levar crianças e adolescentes de volta às escolas.

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Ildefonso Pavan
10 de dezembro de 2022 00:00

O bonecao de Olinda não podia faltar.

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