Sábado, 14 de fevereiro de 2026
Por Gisele Flores | 11 de fevereiro de 2026
Consumo frequente ou elevado de álcool está associado a hipertensão, arritmias como fibrilação atrial, cardiomiopatia alcoólica.
Foto: Playpress
Carnaval, verão, calor escaldante e copos cheios. A cena é típica, mas o alerta vem da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul (SOCERGS): não existe dose de álcool totalmente segura para o coração. O presidente da entidade, Dr. André Luis Câmara Galvão, lembra que os efeitos da bebida vão muito além da euforia passageira.
“O álcool tem efeito direto sobre o sistema cardiovascular, podendo acelerar os batimentos cardíacos, alterar o ritmo do coração e aumentar a pressão arterial. Em períodos de calor, esses efeitos se somam à desidratação, ampliando o risco, especialmente em pessoas com fatores de risco ou doenças cardíacas já estabelecidas”, destaca.
A falsa ideia de que cerveja ou chope hidratam é outro mito que insiste em sobreviver. O álcool, na prática, intensifica a perda de líquidos e eletrólitos, favorecendo tonturas, quedas de pressão e até síncope. O resultado é um organismo mais vulnerável, justamente quando deveria estar protegido contra os excessos da estação.
Estudos recentes reforçam o alerta: consumo frequente ou elevado de álcool está associado a hipertensão, arritmias como fibrilação atrial, cardiomiopatia alcoólica e maior risco de infarto e AVC. No calor, o perigo se multiplica.
A recomendação é simples e direta: água, reposição de sais minerais quando necessário e moderação — ou abstinência, conforme o perfil de cada pessoa. E, diante de qualquer suspeita de problema, procurar avaliação médica. O coração, afinal, não entra em férias. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
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