Domingo, 18 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Além de caso da atriz pornô, Donald Trump pode virar réu por outros processos judiciais; saiba quais são

Compartilhe esta notícia:

Promotores federais estão investigando Trump pelo manuseio incorreto de documentos confidenciais e obstrução da investigação. (Foto: Divulgação)

Primeiro ex-presidente a se tornar réu em um processo criminal nos Estados Unidos, Donald Trump compareceu ao Tribunal Criminal de Nova York na terça-feira (4) – e pode ter sido apenas o primeiro de uma série de encontros do republicano com a Justiça americana.

O pagamento de suborno à atriz pornô Stormy Daniels, na reta final das eleições de 2016, é apenas um dos casos em que o ex-presidente está implicado, e que podem acabar lhe rendendo denúncias.

Movimentações financeiras suspeitas, questões eleitorais, a invasão do Capitólio, em Washington, em 6 de janeiro de 2021 e a posse de documentos confidenciais do governo ao fim do mandato podem exigir esclarecimentos de Trump ou mesmo processos judiciais.

Mesmo que seja condenado e preso, Trump não ficaria impedido de voltar à Casa Branca em 2024. Não há nada na Constituição americana que impeça um réu de concorrer à Presidência da República. Os únicos critérios listados pela Carta são que o postulante deve ser um cidadão nato americano e ter mais de 35 anos. Portanto, mesmo que venha a ser condenado, Trump poderia eventualmente voltar a à Casa Branca caso seja eleito – alguns acreditam que o espetáculo midiático pode até mesmo impulsioná-lo. Entenda os problemas judiciais:

Documentos confidenciais

Em agosto do ano passado, agentes do FBI entraram na residência de Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida, portando ordem judicial. Levaram 32 caixas com documentos confidenciais do Estado americano, mantidos desde que deixou a Casa Branca, alguns com selo que indica questões relacionadas a operações de inteligência mais secretas do país. Havia meses, os investigadores tentavam obter informações sobre centenas de documentos oficiais junto aos advogados de Trump.

O Departamento de Justiça nomeou um promotor especial para investigar o caso, Jack Smith, e esclarecer se o ex-presidente guardou intencionalmente o material secreto e se enganou os advogados sobre a devolução dos documentos.

A legislação americana obriga presidentes e outros altos funcionários do governo a conservar documentos oficiais durante o mandato e entregá-los aos Arquivos Nacionais, ao deixar o cargo. Trump escondeu uma grande coleção.

Uma juíza de Washington determinou, há duas semanas, que as provas encontradas por Smith são suficientemente graves para retirar o princípio de confidencialidade garantido na relação entre advogados e clientes. Os advogados do ex-presidente americano apelaram da decisão da juíza, mas o pedido foi negado por um tribunal de apelação.

Acusação eleitoral

Outro caso em investigação trata a respeito de violações da lei eleitoral, no estado da Geórgia. A promotora distrital de Fulton County, Fani Willis, analisa se o então presidente tentou alterar o resultado da eleição presidencial de 2020 no estado.

A investigação teve origem em um telefonema do ex-presidente ao secretário de Estado da Geórgia, o republicano Brad Raffesperger, para que “encontrasse” no estado os votos necessários para virar o resultado favorável ao atual presidente americano, Joe Biden.

A investigação agora inclui, também, outras ligações telefônicas de Trump e aliados a funcionários do governo da Geórgia, sobre as eleições e denúncias de fraude eleitoral sem provas feitas a parlamentares do estado. O caso foi apresentado a um Grande Júri especial. A promotora vai decidir agora se leva o caso a um Grande Júri comum, para apresentar acusação penal. Em janeiro, a promotora indicou que uma decisão no caso era “iminente”.

A invasão do Capitólio

A comissão do Congresso que investigou os acontecimentos de 6 de janeiro de 2021, quando uma multidão de apoiadores de Trump invadiu o Congresso americano, terminou as audiências em dezembro. A comissão elaborou o retrato mais completo até o momento do que se passou naquele dia e do papel do ex-presidente nos atos que resultaram em violência e mortes, além dos esforços do presidente para cancelar o resultado das eleições.

Apesar da comissão – que foi desfeita no começo do novo ano legislativo, quando os republicanos assumiram o controle da Câmara dos Deputados – não poder acusar o ex-presidente, ela fez recomendações ao Departamento de Justiça. As acusações sugeridas são conspiração para enganar a nação, conspiração para declarações falsas, obstrução de processo oficial e incitação a insurreição.

O Departamento de Justiça faz a própria investigação, também conduzida por Jack Smith. O principal acontecimento sob escrutínio da justiça é o comício que Trump fez, antes da invasão, quando estimulou os apoiadores a “lutar como demônios”. O ex-presidente afirma que, como chefe de Estado, tinha imunidade no momento em que os fatos ocorreram.

As transações financeiras

A promotora geral de Nova York, Laetitia James, conduziu uma investigação por três anos sobre uma década de negócios do império imobiliário de Trump. O resultado revela que houve fraude sistemática — o que inclui inflar o valor de mercado dos imóveis para conseguir financiamentos bancários elevados e, ao mesmo tempo, apresentar à receita federal valores mínimos, para evitar o pagamento de impostos.

A promotora pede a devolução de cerca de 250 milhões de dólares que teriam sido sonegados. Se a tese da Promotoria for aceita pela justiça, tanto Trump quanto os filhos seriam proibidos de dirigir empresas no estado de Nova York. A análise do caso no tribunal está prevista para começar em 2 de outubro. As informações são dos jornais O Globo e El País.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Presidente da Câmara dos Estados Unidos se reúne com líder de Taiwan apesar das ameaças da China
Segundo óbito por dengue no Rio Grande do Sul em 2023 é registrado
Pode te interessar