Segunda-feira, 12 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 30 de janeiro de 2023
O chefe de governo alemão, Olaf Scholz, disse que a Alemanha não vai enviar aviões de combate à Ucrânia, apesar dos pedidos de Kiev ao Ocidente. Scholz concordou na última quarta-feira em enviar 14 tanques Leopard 2 para a Ucrânia e permitir que outros países europeus enviem os seus, após semanas de intensos debates e pressão dos aliados.
“Só posso aconselhar a não entrar em uma guerra constante de ofertas quando se trata de sistemas de armamento”, disse Scholz em entrevista ao jornal Tagesspiegel no domingo (29).
“Sim, assim que foi tomada uma decisão [sobre os tanques], inicia-se o debate seguinte na Alemanha. Isso não parece sério e mina a confiança dos cidadãos nas decisões do governo”, acrescentou.
A decisão de Scholz de dar luz verde ao envio dos veículos de combate foi acompanhada do anúncio dos Estados Unidos de que enviaria 31 veículos Abrams.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, agradeceu a Berlim e Washington pela decisão, considerada um grande avanço nos esforços para apoiar o país devastado pela guerra.
Mas Zelensky disse imediatamente que a Ucrânia precisava de mais armamento pesado dos aliados da Otan para se defender das tropas russas, inclusive aviões de combate e mísseis de longo alcance.
Na entrevista, Scholz advertiu que não se deve aumentar “o risco de escalada”, visto que a Rússia já tinha condenado duramente as promessas dos tanques.
“Temos contribuído para que não haja uma escalada do conflito porque isso teria consequências graves para todo o mundo. Isso levaria, por exemplo, a uma guerra entre a Rússia e a Otan. Isso não vai acontecer, vamos evitá-lo com todos os nossos esforços, temos conseguido até agora e continuaremos fazendo isso”, disse o chefe de governo alemão.
Após declarar em uma entrevista a um veículo alemão, neste domingo, que não enviaria aviões de combate à Ucrânia, após ter prometido mandar 14 tanques Leopard 2, o chanceler alemão explicou em Santiago que, juntamente com o presidente americano, Joe Biden, “rejeitamos enviar tropas à Ucrânia” a fim de evitar uma escalada do conflito.
“Trata-se de apoiar a Ucrânia, trata-se de ter um debate sério para tomar as decisões que tiverem que ser tomadas e não deveria ser uma competição de quem envia mais armas”, explicou Scholz.
O líder alemão lembrou que a Alemanha “deu apoio, assim como outros países, de forma financeira, de forma humanitária e também (com) envios de armas, é nossa obrigação”.
“Não existe um país que apoie mais a Ucrânia do que a Alemanha”, acrescentou.
Boric, por sua vez, informou que fará uma videochamada em breve com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e reafirmou seu compromisso de apoiar “na questão da desminagem”, assim que a guerra acabar e “contribuir multilateralmente para a paz”.
“Vamos defender sempre o multilateralismo, a resolução pacífica dos conflitos e a vigência dos direitos humanos”, disse o presidente chileno. As informações são da agência de notícias AFP.